Análises de Mercado

Optimismo de Trump puxa por Wall Street

Mais do mesmo, é o que se pode dizer da primeira sessão desta semana, onde a ausência de noticias relevantes de índole económica e empresarial abriu espaço para que Trump e o seu conselheiro económico, Larry Kudlow, fizessem passar mais um cenário de optimismo, quanto a um acordo relativo ao conflito comercial que opõe as duas maiores economias do mundo, que segundo o presidente norte-americano poderá ser alcançado em Novembro, o que evitaria a entrada de mais tarifas alfandegárias, previstas para Dezembro. Contudo, este jogo de fumos e espelhos, com abundantes promessas de um apaziguar da retórica, tem sido repetidamente utilizado por Trump, só que após quase um ano de avanços e recuos, o certo é que o processo está hoje pior do que estava em 2018, pelo simples facto de que existem mais tarifas em vigor e os problemas de fundo mantém-se, nomeadamente a questão da propriedade intelectual.

Mas não obstante já estarem habituados a este “optimismo” sem grande fundamento, os investidores não se fizeram de rogados e tal como tem sido norma aproveitaram a possibilidade do desanuviar da situação para empurrar Wall Street para muito perto de novos máximos históricos. O S&P500 após o ganho de 0.69% de ontem está agora a uns escassos 0,7% de território desconhecido, ou seja ao alcance de um dia de subida. Com uma semana intensa ao nível de resultados das empresas, o sentimento é por agora ligeiramente bullish, veremos se assim continuará após os anúncios dos lucros de alguns bastiões do mercado, como a Boeing, Microsoft Corp, Procter&Gamble e Caterpillar Inc, sendo que a primeira e a última são duas empresas bastante expostas ao tema da guerra comercial.

Nos sectores do S&P500, as energéticas lideraram nos ganhos, com uma subida de 1,86%, o que não deixa de ser curioso dado que o preço do WTI crude desvalorizou 0.9% para os $53.31 por barril. As financeiras também estiveram em bom plano com um ganho de 1,42%, devido à normalização, talvez temporária, da diferença entre as obrigações soberanas dos EUA, de longo prazo versus as de curto prazo, que recordo já deu muito que falar desde que efectuou a inversão em Outubro do ano passado, despoletando a correcção de 20% no mercado que durou até à véspera do dia de Natal, porque “diz” a história, quando as obrigações de longo prazo ficam com juros mais baixos do que as de curto prazo, é porque irá aparecer uma recessão no espaço de aproximadamente dezoito meses.

O gráfico de hoje é do Ouro, o time-frame é Semanal

O preço do Ouro poderá estar a efectuar o que na análise técnica se designa por padrão de “Bandeira”, que é após uma subida significativa ocorrer uma ligeira correcção dentro de um canal descendente (linhas azuis), que depois costuma ser quebrado em alta, dando lugar a mais um impulso ascendente.

Marco Silva

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