Date: 13 Dez 2018

Na sequência do que referi na análise anterior os investidores demonstraram de novo ontem que o sentimento em Wall Street mudou, deixou de ser “comprar nos retracements” para ser “vender nos rallys”, tal como ocorreu na sessão de quarta-feira. Sessão essa que começou da melhor forma para os Bulls, como era expectável dado o ruído positivo em torno da questão da guerra comercial, nomeadamente a notícia da Reuters de que a China adquiriu soja a produtores norte-americanos no que foi a primeira compra desde o acordo alcançado entre os presidentes das duas maiores economias do mundo. Igualmente optimista foi a declaração de Trump em como poderia intervir no caso da CFO da Huawei, que foi detida no Canadá, se isso beneficiar as negociações relativas à guerra comercial. Por fim a notícia do Wall Street Journal sobre a intenção da China em aumentar o acesso das empresas estrangeiras à sua economia, tudo tópicos que formaram uma massa critica positiva que empurrou os índices norte-americanos para valorizações interessantes, que chegaram a superar os 2% no Nasdaq e 1,85% no S&P500.

Contudo logo a seguir à hora de almoço a pressão compradora foi-se esbatendo lentamente e nem a notícia de que a Primeira Ministra do Reino Unido iria conseguir passar o voto de confiança a que esteve sujeita, foi suficiente para parar um movimento notório de redução de risco, embora não indo para o lado inverso da procura por activos refúgio, que foram os únicos no S&P500 a terminarem no vermelho. Veremos como serão os restantes dias desta semana, sendo que poucos mais faltarão para que o volume comece a perder fulgor, ficando o mercado ainda mais volátil com as headlines que possam sair, o certo é que 2018 parece terminar com um mês de Dezembro atípico, será um prenúncio de uma mudança para 2019, ou apenas uma “constipação”? Perto de metade dos CFOs nos EUA prevêem uma recessão para finais do ano que vem e cerca de 80% perspectivam que tal acontecerá no máximo até ao final de 2020, sabendo da antecipação que o mercado accionista costuma ter em relação a inversões na economia, o sentimento principal entre os investidores poderá continuar a ser a cautela, o esperar para ver.

No Forex o dia foi de fraqueza no U.S dólar que cedeu -0.4%, com as moedas europeias a ganharem terreno, o Euro avançou 0.5% para os $1.1373, enquanto que a Libra inglesa dobrou esse ganho para os $1.2615, é de esperar que apesar da não demissão de Teresa May, esta não terá vida fácil nos próximos meses, o que poderá fazer aumentar a volatilidade nos pares onde a Libra está presente.

O gráfico de hoje é do GBP/USD, o time-frame é 12 horas

Tendo atingido a linha de suporte (laranja) este par de moedas poderá agora vir a validar um padrão de duplo fundo (linhas azuis)

Marco Silva

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