Date: 11 Jan 2019

Como referi na análise de ontem um dos temas principais ao qual os investidores poderiam dar especial atenção nas declarações do presidente do FED, no Economic Club of Washington de quinta-feira, era a do que o banco central pretende fazer ao gigantesco balanço de activos que foi amealhando ao longo do Quantitative Easing, e que é responsável por uma boa parte da liquidez extraordinária presente no sistema financeiro. Com efeito, depois de na reunião do FED de Dezembro ter referido que a redução seria em modo automático e após as minutas da reunião relevadas esta semana terem amenizado o movimento para um ritmo mais flexível, Jerome Powell indicou ontem que o total dos activos deverá ser substancialmente inferior ao actual, não referindo contudo um prazo ou ritmo para a redução, o que não deixou de criar algum nervosismo aos investidores, até porque para além desse tema, Powell expressou muita preocupação com o aumento da dívida pública dos EUA, que se situa em quase $22 triliões, com um deficit de aproximadamente $800 biliões previsto para 2018, o que não sendo um recorde, gera apreensão tendo em conta que ocorre numa fase de forte crescimento económico e não de recessão como é costume.

 

No tema da guerra comercial de realçar a declaração da China em como esta ronda de conversações lançou as bases para mais negociações, ou seja nada que pudesse ajudar os investidores a formar opinião quanto ao que foi alcançado, enquanto que do sector empresarial as notícias que saíram foram agridoce, isto porque se do lado das retalhistas, a redução das previsões de earnings por parte da Macy´s, que levou à maior queda diária de sempre dos títulos da empresa com um crash de -18% e à única queda do dia no S&P500, para o sector das retalhistas de produtos não essenciais, já do lado industrial, o upgrade dos títulos da Boeing por parte da Morgan Stanley, impulsionou o sector para o segundo maior ganho do dia.

 

Interessante o facto de numa sessão em que todos os índices terminaram positivos e apenas um sector no S&P500 fechou no vermelho, que tenham sido os activos refúgio a terem das melhores performances, com as imobiliárias a dominarem o topo dos ganhos ao subir 1,55%, enquanto que as utilities valorizaram 1,41% e as retalhistas de produtos essenciais 0,61%, estas últimas prejudicadas no optimismo pelo anúncio da Macy´s. Apesar desta procura por segurança no mercado accionista, no Forex tal não se verificou, com o Yen a ceder terreno numa sessão em que o U.S dólar valorizou apoiado pelas declarações um pouco mais hawkish do presidente do FED, nomeadamente em relação ao destino dos activos em carteira na instituição que preside.

 

 

O gráfico de hoje é do GBP/USD, o time-frame é de 1 hora

Este par de moedas continua dentro de um canal ligeiramente ascendente que poderá fornecer uma entrada de curto prazo aquando do teste a uma das linhas que o compõem, bem como depois aquando do retest à quebra dessa mesma linha

 

Marco Silva

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