Análises de Mercado

Números afugentam optimismo de Wall Street

A fase actual da situação de saúde pública derivada da pandemia de COVID sempre foi uma probabilidade desde o início da mesma, isto porque é esse o movimento básico das transmissões de vírus, por ondas. Um segunda vaga é a consequência natural da reabertura gradual da economia, até aí nada de novo, contudo o facto de alguns dados económicos que saíram nas últimas semanas terem criado a expectativa de que a retoma seria célere e sem grandes percalços, criou uma falsa sensação de confiança nos investidores, não obstante os avisos deixados por várias vozes importantes do mercado, como membros do FED, economistas e gestores com crédito na praça.

Ontem Wall Street sucumbiu ao embate da realidade com essa falsa noção de confiança, com o aumento repentino de novos casos em alguns Estados norte-americanos a colocarem um travão na exposição dos investidores ao risco. Hoje, os números dos pedidos de desemprego nos EUA, que saíram nos 1.48 milhões na semana que passou, contra os 1,3 milhões previstos, reforçaram o sentimento de cautela, não obstante ter ocorrido uma ligeira redução dos 1,54 milhões registados na semana anterior. Esta conjugação de eventos levou a que na pré-abertura e nos momentos iniciais da sessão os índices norte-americanos tivessem estado sobre uma pressão de venda mais visível.

Mas do lado positivo surgiu a notícia de que a banca poderá ver reduzidas algumas das regras que foram criadas após a crise financeira de 2007/2008, nomeadamente a Volcker Rule, permitindo assim uma facilitação de alguns tipos de investimento. O resultado foi uma reacção imediata em alta do sector financeiro, que por agora lidera os ganhos nos 11 setores do S&P500 com uma valorização de 1,3%, enquanto que as utilities perdem mais que os restantes ao cederem -1,6%, num dia em que o resultado global está perto da linha do inalterado e com uma ligeira força relativa do Russell 2000.

O gráfico de hoje é do XLF, o time-frame é Diário

O gráfico do ETF do sector financeiro permite constatar que tem sido um dos que menos tem acompanhado a recuperação pós crash de Março, estando agora perto da linha inferior do canal ascendente (Azul).

Marco Silva

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