Análises de Mercado

Nike coloca Touros a correr

Diz o ditado que enquanto uns choram outros vendem lenços ou ainda melhor, outro que diz que em todas as crises há oportunidades. Ora um exemplo disso foi a reação da empresa de material desportivo Nike, que no meio de uma crise sem precedentes apostou em força nas vendas online, o que lhe valeu uma redistribuição da amostra de vendas, dando agora ao retalho online cerca de um terço de todas as suas receitas, após um crescimento de 82% das vendas por internet, permitindo uma agradável surpresa na apresentação dos resultados de ontem, onde divulgou um lucro em dobro do previsto ou $0.95 por acção contra os $0,47 antecipados. O resultado é um ganho de quase 10% nos títulos da empresa que por estar no Dow Jones suporta o índice industrial em contraponto com as tecnológicas que sofrem hoje pressão vendedora acrescida.

Os dados que saíram do PMI na Europa e depois nos EUA condicionam o sentimento nos investidores, dado que pintam um cenário de um movimento em W nas respectivas economias, nomeadamente nos EUA com a parte da manufactura a crescer enquanto que os serviços contraíram, deixando o índice composto nos 54.4, abaixo dos 54.6 de Agosto, ainda assim acima dos 50, portanto indicando expansão. Mas o retrocesso deixou um ligeiro amargo de boca no mercado, até porque vai ao encontro dos avisos deixados pelo presidente do FED, sobre um abrandar do ritmo económico. Por outro lado o impasse no tema do novo pacote de estímulos mantém-se e sem perspectivas de luz ao fundo do túnel, não dando espaço para grandes retóricas de optimismo, ficam agora por se saber até onde irá o apetite dos consumidores nos próximos meses, visto que segundo um estudo da Morgan Stanley a classe baixa foi a que mais poupou durante o período crítico de crise, suportando agora o consumo numa altura onde já não existem tantos apoios referentes ao Care Act de Março, aproveitado por esta classe para aumentar o seu balão de oxigénio financeiro.

Em suma os próximos dias deverão continuar com alguma incerta e volatilidade acrescidas, tanto no mercado accionista como no cambial, onde o U.S dólar volta a ganhar terreno face a um cabaz com outras moedas principais, devido à procura pela moeda norte-americana como activo refúgio, o que disse está a pressionar o Euro para uma queda de $1,169.

O gráfico de hoje é do USD/BRL, o time-frame é Diário

Este par de moedas está dentro se um canal ascendente, com a linha superior a marcar a zona de resistência técnica

Marco Silva

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