Date: 13 Jun 2019

Tal como era expectável e em linha com o que referi ontem, o sentimento nos índices norte-americanos navegaram quarta-feira pelas mesmas águas que na segunda metade da sessão de terça-feira, sem grande convicção e com tendência ligeiramente bearish, com a particularidade de ontem o volume ter revelado um maior desligar dos investidores do mercado, ao serem transaccionados menos de 6 biliões de negócios. Daí que o movimento tenha sido principalmente condicionado por focos específicos de interesse, como a pior performance do dia para as energéticas ao desvalorizarem -1.44%, em linha com a queda de -4.2% no preço do WTI crude para os $51.01 por barril, devido a receios sobre uma menor procura pelo activo em consequência do conflito comercial entre as duas maiores economias do mundo.

Igualmente sobre pressão vendedora extra estiveram as financeiras, que averbaram a segunda maior queda do dia, com uma desvalorização de -0.95%, de novo a seguir o ritmo das yields do tesouro norte-americano, que voltaram a recuar para os 2.12% na maturidade a 10 anos, descida do juro que recordo afecta as margens de lucro do sector. O segmento dos semicondutores foi dos mais castigados, com o SOXX a ceder -2.3%, após um analista ter adiado a recuperação do sector para a segunda metade de 2020, comportamento que pressionou o Nasdaq para o maior deslize do dia com um recuo de -0.38%, ainda assim de pouca expressão.

No mercado cambial o dia foi de força para a moeda norte-americana, devido à procura por activos refúgio que no mercado accionista levou as utilities para a maior subida da sessão. O U.S dólar acabou por amealhar 0.3% contra um cabaz de outras moedas principais, empurrando tanto o Euro como a Libra inglesa para perdas de -0.3% respectivamente. Realce para o Ouro nas matérias-primas, que conseguiu um ganho de 0.5% para os $1,333 por onça, não obstante a valorização do greenback, o que reforça a ideia de procura por segurança.

O gráfico de hoje é do FaceBook o time-frame é Semanal

Apesar de uma ligeira quebra em alta do canal descendente (linhas azuis), a linha superior do mesmo (A) revelou-se de novo como um local propício para resistência a mais subidas no curto prazo

Marco Silva