Date: 12 Dez 2018

É por estes dias claro que a correcção do passado mês de Outubro foi diferente das demais desde o início do Bull market em 2009, concretamente porque foi notória a falta de suporte e confiança dos investidores em recuperarem do retracemnt em direcção a novos máximos históricos de uma maneira consistente, ou seja Wall Street deixou de ter uma pressão de compra quase omnipresente que tinha sido evidente durante quase oito anos para navegar antes ao som do ruído do momento. Neste início de Dezembro, que tradicionalmente costuma ser um mês de alguma volatilidade mas induzida pelo fraco volume e com pendor ascendente, os índices norte-americanos têm estado inconstantes conforme saia uma notícia com algum grau de importância, ontem assim foi, começando pelo optimismo gerado após relatos de que a China iria reduzir a taxa de importação de automóveis dos actuais 40% para os 15%.

Facto que levou a uma abertura em alta de Wall Street, que no entanto pouco tempo durou devido à rixa em pleno Oval Office entre Trump e dois dos lideres democratas do Congresso, em que o Presidente norte-americano afirmou que com grado “fecharia” o governo caso não obtivesse financiamento para o muro na fronteira com o México. Os índices encetaram uma percurso descendente que terminou até ao final da hora de almoço, quando lideres do partido Democrata afirmaram que pretendem evitar um “encerramento” do governo, contudo e de novo o optimismo foi de pouca duração, isto porque a decisão de alguns membros do congresso em propor uma lei que proíba a venda de produtos de empresas nacionais a empresas chinesas que violem as sanções impostas pelos EUA, anulou o efeito benigno do anúncio matinal das tarifas do sector automóvel. Adicionalmente do Reino Unido saiu a notícia da BBC sobre a possibilidade de um voto de não confiança por parte do partido conservador à liderança da primeira ministra Theresa May.

No final do dia o panorama foi misto ao nível dos índices e dos sectores, sendo que no segundo caso as financeiras obtiveram a maior desvalorização, ao passo que os activos refúgio como utilities e retalhistas de produtos essenciais estiveram com pressão compradora extra. Na Europa as praças estiveram em sessão de rebound com valorizações acima dos 1%, enquanto que nas moedas a Libra inglesa voltou a ceder terreno, perdendo mais -0.6% para os $1.2491. Já o Euro recuou -0.3% para os $1.1323 num dia em que o U.S dólar encerrou com uma valorização muito ligeira.

O gráfico de hoje é do EUR/USD, o time-frame é 12 hora

Depois da quebra em baixa do canal ascendente (vermelho), o principal par de moedas encontra-se dentro de um canal wedge (verde e azul) e muito perto de o quebrar para um dos lados.

Marco Silva
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