Date: 21 Fev 2019

A história da sessão de quarta-feira é uma de quase indiferença, isto porque não obstante o ziguezague ocorrido durante uma boa parte do dia o sentimento principal foi o da falta de motivos para um movimento para qualquer um dos lados, algo que nem as minutas do FED vieram alterar, até porque em boa verdade pouco ou nada de novo trouxeram, funcionando apenas como uma confirmação do cenário que os investidores já tinham da opinião dos membros do board, concretamente que o movimento de subida de juros parou abruptamente depois das quedas do mercado accionista do último trimestre de 2018, não obstante o banco central norte-americano diminuir a importância desse movimento, o certo é que é indissociável o pessimismo do mercado accionista com o volte-face da trajectória na normalização da politica monetária, que atingiu igualmente a muito vigiada pelos analistas questão da redução do balanço do FED.

 

Recordando que à entrada para Outubro de 2018, a expectativa para a subida de juros em 2019 era de três mexidas e mesmo no final do ano passado a ordem era para reduzir o balanço de forma automática, agora tudo está diferente, os juros se aumentarem será perto do final do ano e a questão do balanço deverá ficar resolvida com um patamar de $3,5 triliões, ou seja apenas menos $500 biliões que o actual e muito mais que o $1 trilião existente no início da crise financeira de 2008. Para mudar este cenário só mesmo uma forte expansão da inflação, caso contrário o rumo está praticamente decidido para os próximos seis meses, com a nuance de que não houve porta aberta a uma eventual descida dos juros, como alguns analistas sugeriram.

 

Ao nível do sectores nada de relevante com excepção para os materiais que ganharam 1,69% no S&P500, muito acima de qualquer outro sector e devido à valorização das commodities, que ontem adicionaram mais 0,5% de valor, com destaque para o WTI crude que valorizou 1,5% para os $56.92 por barril, devido ao corte da produção por parte da OPEP e às sanções dos EUA ao Irão e à Venezuela. No Forex o dia foi bastante neutral para as principais moedas, o que tem sido normal em sessão de reunião de FED ou de saída das minutas, ficando para o dia seguinte a reacção mais significativa, facto que hoje se comprovará ou não, isto em dia de notícias do BCE e da reunião de Theresa May com o presidente da Comissão Europeia, num último fôlego da primeira ministra em alcançar um acordo para o Brexit que seja aceite por ambas as partes, U.E e Parlamento do Reino Unido.

 

 

O gráfico de hoje é da Jerónimo Martins, o time-frame é Semanal

A distribuidora portuguesa poderá vira a efectuar um padrão de Cup & Handle, caso depois um retracement venha a quebrar a linha dos ombros a verde

 

Marco Silva

 

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