Date: 07 Nov 2017

Com a passagem dos non-farm payrolls na sexta-feira, depois de duas semanas de intenso reporte de resultados e a entrar para a fase final da earnings season, a sessão de ontem não teria à partida motivos de interesse acima do normal, contudo a possibilidade da Broadcom adquirir a Qualcomm naquele que a ser concretizado seria o maior negócio de sempre no sector tecnológico, aliado à noticia da venda de activos por parte da Twenty-First Century Fox à gigante do sector Walt Disney Co, assim como da pouco habitual possível parceria da Intel com a rival AMD para o sector dos chips gráficos para uma guerra com a Nvidia, trouxeram um sentimento que tem sido pouco comum este ano, pelo menos nada que se compare ao corrupio dos anos transactos nas Fusões e Aquisições, que acabam quase sempre por ser anunciados à segunda-feira, daí o termo Merger Monday. Para além da valorização nos títulos das empresas intervenientes, o anúncio dos negócios acabam por funcionar como um catalisador de optimismo, por exemplo, se uma grande empresa pretende comprar outra a estes níveis de avaliação indica, em principio, que avalia o mercado como não especulativo, assim como acredita que a economia continuará a suportar o crescimento dos resultados, pelo menos em teoria.

Contudo é importante referir que apesar de Wall Street ter terminado em máximos históricos, o movimento ascendente foi muito limitado, com o Dow Jones e o S&P500 a escaparem por pouco ao vermelho, enquanto que o Nasdaq apenas avançou 0,33%. No Forex as declarações de Trump, que está em viagem pela Asia, em relação ao comércio “injusto” pressionou o U.S dólar em baixa, com o relembrar da atitude isolacionista que foi tema principal há alguns meses. A moeda norte-americana cedeu -0.3% contra um cabaz de outras moedas principais, sendo que o euro pouco aproveitou ao terminar quase inalterado, ao passo que a Libra inglesa valorizou 0,7% para os $1.3174 em vésperas do reactar das negociações entre os representantes do Reino Unido e União Europeia, relativas ao Brexit. Destaque para o Crude, que se aproximou ontem dos $60 por barril, com os eventos na Arabia Saudita, com a prisão de diversas figuras de topo da estrutura de poder, a causarem receios de uma possível fase de disrupção politica no país, que possa afectar a produção no mais importante player mundial do activo.

 

O gráfico de hoje é do Crude, o time-frame é Diário

O preço do Crude quebrou em alta os dois canais em que se encontrava, facto que poderá antecipar uma inversão de sentido no curto prazo.

Marco Silva