Análises de Mercado

Mercados em zona indecisão numa semana importante

Tal como Trump decidiu no início do mandato é esperado que Joe Biden comece os seus 4 anos na Casa Branca com uma série de ordens executivas, para além da intenção em fomentar um novo pacote de estímulos na ordem dos $1,9 triliões, que tem como principal objectivo aliviar a situação dos cidadãos menos favorecidos, através de apoios directos que têm no cheque de $1,400 o seu principal ponto de acção. A questão premente no mercado, em dia de feriado relativo a Martin Luther King, jr. é simples na sua elaboração, mas complexa na sua resposta. Nomeadamente, como irão os índices norte-americanos reagir a esta nova infusão de liquidez na economia, uma vez que tal como já tinha referido por altura dos cheques relativos ao Cares Act, durante o verão de 2020, uma parte importante desse capital acaba em Wall Street.

 

Segundo os dados recolhidos pela Envestnet Yodlee, as negociações em bolsa, de investidores abrangidos pelos apoios, através de cheques, disparou 30% nos primeiros dias de Janeiro, logo a seguir ao envio dos $600 aprovados no final de Dezembro, inscritos no pacote de $900 biliões. Coincidência ou não, as negociações nas penny stocks sofreram aumento enorme no mesmo período, o que sugere uma entrada dos investidores com menor capital neste sector, facto que levou ao aumento de ruído sobre a formação de uma bolha em alguns sectores de Wall Street.

 

Por outro lado e após uma fase em que o sentimento virou para a probabilidade de uma subida dos juros no longo prazo, o cenário é agora menos hawkish nesse aspecto, depois de vários membros do FED, incluindo Jerome Powell, terem indicado que o programa de compras e os juros baixos são para manter no médio prazo e sem qualquer visibilidade para uma mudança de mentalidade. Igualmente dovish é o facto de existir muito capital, de investidores institucionais europeus e japoneses, pronto a entrar nas obrigações soberanas norte-americanas de 10 anos e 30 anos, caso estas atinjam os 1,3% e os 2% respectivamente, valores que estiveram ao alcance aquando das subidas recentes. Esta barreira de liquidez deverá impedir a subida das yields, o que será bullish para o mercado accionista.

 

De resto para esta semana é de esperar acima de tudo um acréscimo da volatilidade, quer nas acções como no Forex, pelo que é aconselhável cautela com a alavancagem.

 

 

O gráfico de hoje é do EUR/USD, o time-frame é de 4 horas


 

Depois de ter atingidos os máximos de curto prazo a 6 de Janeiro, o principal par de moedas está agora a testar os mínimos de 9 de Dezembro, uma zona importante para aferir se a correção fica por aqui e o activo regressa às valorizações, ou se ao invés o caminho é o da paridade.

 

Marco Silva

 

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