Análises de Mercado

Luz vermelha de partida em Wall Street

Depois dos três principais índices norte-americanos terem registado três semanas consecutivas de perdas, perfazendo o pior ciclo desde o ano passado, excepto o período do choque COVID, Wall Street regressa hoje à negociação com um vermelho muito carregado, derivado de vários temas de caráter pessimista, mas com a predominância no agravamento da situação de saúde, com um elevado e preocupante aumento dos casos de COVID-19 em diversos países. As declarações do ministro da saúde alemão sobre o carácter preocupante do desenvolvimento recente da pandemia no continente europeu, aliado ao aviso do Chief Medical Officer do Reino Unido que indicou que o país está num ponto crítico, havendo mesmo a possibilidade de um segundo lockdown, foram duas peças importantes para o pessimismo que assola hoje as praças financeiras.

Do outro lado do Atlântico a questão de saúde também condiciona de forma severa o sentimento, principalmente por causa do impasse criado pela não aprovação de um novo acordo com vista a mais um pacotes de estímulos à economia norte-americana. Falta de consenso onde as perspectivas se agravaram após a morte de Ruth Bader Ginsburg, membro do Tribunal Supremo dos EUA, isto porque a questão dos estímulos irá agora para segundo plano, com ambos os lados do Congresso a entrarem agora em outro terreno de conflito, com o Presidente Trump a querer indicar um sucessor do seu agrado, enquanto que os Democratas tudo farão para tal não acontecer, o que pouco espaço deixa para um entendimento na questão do pacote fiscal, especialmente a menos de dois meses das eleições presidenciais.

Para compor o cenário da pressão vendedora está igualmente o facto de consórcio de jornalistas ter denunciado que a banca a nível internacional esteve associada com lavagem de dinheiro e outras actividades criminosas, no valor de $2 biliões durante cerca de 18 anos. No mercado cambial o dia é de grande pujança para o U.S dólar com a moeda norte-americana a ganhar cerca de 0,8% contra um cabaz de outras moedas principais, empurrando o Euro para os $1.1749, não conseguindo no entanto avançar face ao Yen, dado a procura por activos refúgio.

O gráfico de hoje é do Dow Jones o time-frame é diário

O índice industrial tem a linha inferior como zona de suporte relevante

Marco Silva

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