Análises de Mercado

Liquidez comanda os destinos em Wall Street

No sprint para a recta final do ano, os índices norte-americanos começaram mais uma semana com optimismo, baseado no início da campanha de vacinação nos EUA e na possibilidades de haver um desenvolvimento positivo nas negociações entre Republicanos e Democratas do Congresso, com vista à aprovação de um novo pacote de estímulos que está em discussão há vários meses, com as últimas indicações a darem como provável uma nova proposta do grupo bipartidário de políticos que já tinha anteriormente tentado um documento para se ultrapassar o impasse, sendo que o montante ronda os $908 mil milhões, confirmando que o problema não está no valor mas sim em dois detalhes que estão a impossibilitar o entendimento, nomeadamente as ajudas relativas aos Estados e à responsabilidade das empresas caso existam funcionários infectados, pontos que o U.S. Chamber of Commerce solicitou que fossem retirados de cima da mesa para que o auxílio à maior economia do mundo veja finalmente a luz do dia, até porque pegado a este tema está o financiamento federal que terá de ser aprovado até dia 18, ou o Governo entrará em modo de serviços mínimos, o que certamente seria desastroso numa altura crítica da pandemia de COVID-19.

Com efeito e não obstante a provável melhoria da situação daqui a uns meses, com o responsável máximo pelo departamento de vacinação dos EUA a indicar que pelo Verão poderá ser atingindo o nível crítico de imunização de massa, o certo é que no curto-prazo o cenário é complicado, especialmente nas zonas mais populosas, o que levou o Mayor da cidade de Nova Iorque, a avisar os cidadãos para se preparem para um confinamento total, ajustando desde já o trabalho para remoto sempre que possível. Situação semelhante à da Europa, onde as restrições continuam na medida da propagação da pandemia que não dá sinais de abrandar. Ainda assim e não obstante o panorama pouco risonho para os próximos dois meses, a ideia prevalente é a de uma retoma em força no próximo ano, à boleia das vacinas, mas também dos balões de oxigénio aprovados ou em vias de aprovação nos dois lados do Atlântico.

Para além disso há que contar com a enorme bolha de liquidez existente no sistema, que continua a crescer na proporção do aumento dos balanços dos principais bancos centrais, o que inevitavelmente acaba por contagiar o mercado accionista, uma vez que os investidores têm hoje poucas ofertas de rentabilidade fora desse mercado, dado o facto das taxas de juro estarem negativas, nulas ou perto disso, com a perspectiva de tal continuar pelo menos até 2022/2023. Disso deu conta o chief investment officer do grupo Credit Suisse, que indicou existir uma enorme liquidez nas linhas laterais pronta para ser aplicada até ao final do ano.

No mercado cambial hoje é dia de mais um pouco de recuperação para a Libra inglesa, que amealha quase 1% para os $1.3336, bem acima dos $1,14 de Abril mas continua relativamente estável face ao Euro, mantendo-se no canal multianual entre os 0,82 e os 0,93.

O gráfico de hoje é do GBP/USD, o time-frame é Semanal

Este par de moedas está agora perto da linha superior do canal ascendente, havendo por isso a possibilidade de uma resistência extra na zona dos $1,39

Marco Silva

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