Date: 30 Abr 2020

A sessão de quarta-feira em Wall Street era para ser à partida dominada pelos dados sobre o PIB relativo ao primeiro trimestre nos EUA, e um pouco mais tarde, das decisões que saíssem da reunião de dois dias do FED, bem como das subsequentes declarações do seu presidente Jerome Powell, que por norma dão cor ao mercado. Contudo o protagonismo do dia foi roubado pela Gilead, de novo, visto que há uns dias foi responsável por uma situação rocambolesca sobre um teste clínico que teria dado boas indicações, prometendo esperança no tratamento dos doentes de COVID-19, tendo inclusive saído na página da Organização Mundial de Saúde.

Mas o teste afinal não passou de um flop, divulgado uns dias depois pelo Financial Times, o que torna o ocorrido ontem como algo bastante inusitado, porque pouco tempo após o flop a mesma empresa faz um anúncio oficial, sobre um tratamento com o mesmo medicamento, o remdesivir, que segundo o National Institute of Allergy and Infectious Diseases, reduz o tempo de recuperação dos pacientes com COVID-19, e não sendo no entanto um medicamento 100% eficaz, é a prova de que pode bloquear o vírus. Seja, como for, e com os investidores desejosos de algo que possa permitir um recomeço o mais breve possível da actividade económica, a notícia foi acolhida com muita satisfação, ignorando por completo o desapontamento com os dados do PIB, que caiu -4,8% no primeiro trimestre, contra os -3,5% previstos.

No final, o cenário foi de ganhos muito substanciais, que oscilaram entre os 2,21% no Dow Jones e os 4,83% no Russel 2000, o que indicia mais uma sessão em que as empresas de menor capitalização estiveram sobre maior pressão compradora, portanto uma rotação de capital, mas que não foi tão desnivelada como na terça-feira, em que as tecnológicas puxaram o mercado para o vermelho. No Forex, o U.S Dólar cedeu -0.6%, não apenas devido aos dados económicos, mas também pelas declarações dovish do presidente da FED, permitindo ao Euro e à Libra inglesa ganhos de 0.5% e 0.3% respectivamente. Por fim destaque para o WTI crude que disparou 25% para os $15.38 por barril, veremos no entanto se o optimismo irá aguentar até ao final do contrato de Junho, que termina em meados de Maio.

O gráfico de hoje é da TXN, o time-frame é de 1 minuto

Um excelente exemplo de um padrão de canal descendente, onde o ponto 4, na linha inferior do canal (Azul), marcou um local válido de suporte

Marco Silva

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