Date: 08 Ago 2019

Se tem havido períodos de férias de Verão em que o mercado pouco interesse desperta, certamente que este ano para já não encaixa nesse grupo, não apenas por causa das incertezas e dos títulos nas notícias, mas principalmente porque esses têm sido catalisadores para oscilações significativas e sem uma tendência definida. Ontem foi mais um dia desses, isto porque após uma recuperação inicial dos futuros durante a noite, hora de Nova Iorque, o início da sessão fez regressar o vermelho que se alastrou rapidamente e com alguma intensidade, com os índices a perderem perto de 2%, como foi o caso do S&P500.

Contudo o pessimismo esgotou-se depressa e nem meia hora de negociação passada e já Wall Street encetava uma recuperação que não obstante uma ligeira pausa antes do almoço, aguentou depois até ao final do dia permitindo ao Nasdaq averbar o melhor registo com um ganho de 0.38%, enquanto que o S&P500 se ficou por um ganho residual, melhor no entanto que a perda, também marginal que o Dow Jones acabou por suportar. No sectores realce mais uma vez para uma apetência extra na procura por activos refúgio, desta vez mais nas retalhistas de produtos essenciais, que conseguiu a segunda maior valorização, logo atrás das empresas ligadas aos materiais.

Apesar do final ter sido muito mais positivo do que à partida se poderia prever é de destacar que a segurança não deixou de ser procurada, tal como referi no segmento accionista, mas principalmente nas matérias-primas, onde o preço do Ouro voltou a ganhar terreno conseguindo quebrar o patamar dos $1.500 por onça, o valor mais elevado dos últimos 6 anos. Já o Yen também registou procura e amealhou 0,2% para os 106.21 por U.S dólar, mas ainda assim longe dos mínimos da sessão. Nos próximos dias teremos a prova dos nove se a recuperação de ontem foi apenas um falso movimento ou uma estabilização sustentada.

O gráfico de hoje é do S&P500, o time-frame é de 1 hora

Depois da quebra em baixa da média móvel dos 200 períodos, nesta fase o preço parece estar a consolidar até a média corrigir para perto do actual valor do índice, quase que a “chamar” por um teste a essa linha.

Marco Silva