Date: 14 Ago 2017

Numa semana dominada pelo nervosismo e volatilidade que resultaram da retórica agressiva e pouco comum entre os EUA e a Coreia do Norte, Wall Street acabou por terminar a sessão de sexta-feira em tom optimista, apesar de no conjunto dos últimos 5 dias o recuo ter variado entre os -1,5% do Nasdaq e os -1,1% do Dow Jones, resultando na segunda pior semana do ano para os Bulls, no entanto há que enquadrar o desfecho, é que o S&P500 ficou apenas a cerca de 2% do máximo histórico, ou seja no cenário maior não passou de um pequeno deslize. Desvalorização que foi minorada pelos dados da inflação nos EUA relativos ao mês de Julho, que ao saírem abaixo das expectativas reforçou a perspectiva de um retardar do movimento de subida dos juros pelo FED, reduzindo para os 38% as possibilidade do “tightening” ocorrer na reunião de Dezembro do banco central.

Com os earnings em bom plano e a eventualidade dos juros se manterem baixos por um tempo prolongado, os investidores abriram um pouco a bolsa do risco o que permitiu “esquecer”, pelo menos por um dia, os riscos geopolíticos do momento. Mas se para o mercado em geral os dados económicos foram positivos, para o sector financeiro e para o U.S dólar sucedeu o inverso, no primeiro caso visto ser um grupo que é favorecido com um cenário de juros mais elevados e para qualquer moeda quanto maior o valor dos juros a ela associada maior o valor teórico da mesma, motivo pelo qual o U.S dólar recuou 0,4% contra um cabaz de outras moedas principais, empurrando assim o Euro para os $1.1833 após uma subida de 0,5%, enquanto que o Yen atingiu o maior valor de mais de um ano, nos 109.016, depois de uma valorização de 0,2%.

 

O gráfico de hoje é do EUR/USD, o time-frame é Mensal

Apesar de no curto prazo este par de moedas estar tecnicamente sobrecomprado, no longo prazo poderá ainda existir espaço para uma ligeira valorização até aos $1,205, local onde existe uma resistência técnica derivada de um mínimo de longo prazo (linha azul) e que está um pouco acima de outro local de resistência (linha verde), gerado por um GAP no time-frame semanal.

Marco Silva