Date: 11 Mai 2018

A sessão de quinta-feira foi bastante semelhante à do dia anterior, pelo menos no tipo de movimento, uma subida gradual até perto meio da hora de almoço altura em que o mercado estabilizou com uma ligeira tendência descendente mas sem comprometer uma valorização saudável, ontem um pouco menor que na quarta-feira e igualmente com algumas alterações ao nível dos catalisadores, em comum de novo uma sessão onde as tecnológicas estiveram em alta com os big players em destaque, entre eles a Apple que ficou a escassos 7% de atingir a marca de $1 trilião de capitalização bolsista, o que a ocorrer será uma estreia mundial para aquela que esteve à beira do precipício da falência em meados de 1997, altura em que a concorrente Microsoft investiu $150 milhões na empresa co-fundada por Jobs, hoje valem cerca $1.8 triliões em conjunto. As telecoms e as utilities deram a volta ao sentimento negativo e lideraram as valorizações no S&P500, num dia sem vermelho.

Mas o sentimento generalizado de optimismo foi suportado pelos dados da inflação relativos aos preços ao consumidor, que saíram nos 0,2% abaixo dos 0,3% esperados, o que diluiu os receios ainda existentes sobre um possível acelerar do ritmo de tightening por parte do FED. As expectativas para a subida dos juros mantiveram-se assim com uma quase certeza para um aumento em Junho e outro muito provavelmente em Setembro, mas não mais que isso, pelo menos para já. Em consequência deste cenário menos hawkish a taxa de juro da dívida norte-americana a 10 anos recuou para baixo dos 3%, levando consigo o valor do U.S dólar que recuou para os 92.71, depois de ter atingido os máximos de quatro meses e meio na quarta-feira. Em sentido inverso o Euro sacudiu mínimos de 4 meses e meio e chegou aos $1.1918. A libra inglesa também teve um dia negativo ao cair para os $1.3460 depois do Banco de Inglaterra ter reduzido as previsões para o crescimento económico e inflação em 2018 e 2019.

O gráfico de hoje é do Bra50, o time-frame é Diário

O índice brasileiro está dentro de um canal ligeiramente descendente naquilo que poderá ser a validação de um padrão de bandeira e a continuação da valorização, caso ocorra a quebra em alta do canal

Marco Silva