Date: 14 Dez 2018

Sem novidades nos campos económico e empresarial, foi com normalidade que Wall Street navegou ontem pelas mesmas águas de incerteza que caracterizou as sessões anteriores, porque na realidade só com a reunião do FED como grande factor de interesse até ao final do mês, os investidores desligaram bem mais cedo este ano o interruptor do risco, pelo que não seria de estranhar que este ziguezague ao som das notícias do dia, possa continuar a ser o tom dominante até à primeira semana de 2019. Ontem de novo a sessão até começou com algum optimismo depois da compra por parte da China de um volume avultado de soja a agricultores norte-americanos, o ministro chinês do comércio reforçou o positivismo ao confirmar que representantes de ambos os países estão em contacto constante para desbloquear o impasse da guerra comercial, contudo e apesar de uma ligeira tendência ascendente os índices de Wall Street estiveram bastante inconstantes com vários swings até à hora do almoço e com uma notória barreira a ganhos mais avultados assim que o S&P500 se aproximou dos 2.660 pontos.

O Nasdaq foi o índice mais fraco e antes mesmo de fazer uma hora de negociação já tinha entrado em território negativo, para de lá não mais sair até ao final da sessão, registando uma queda de -0.39%. No S&P500 foi notória uma procura por activos refúgio e ao contrário de quarta-feira desta feita foram as utilities as que obtiveram melhor performance, logo seguidas das retalhistas de produtos essenciais. do lado negativo as empresas ligadas aos materiais. O pessimismo da tarde foi reforçado pela notícia de que um segundo cidadão canadiano tinha sido detido na China, num claro jogo surdo entre este país e os EUA, devido à detenção da chinesa que é CFO da Huawei. Na Europa o percurso foi bastante similar e depois de um ganho matinal o Stoxx600 acabou a ceder -0.17% no final.

No Forex o U.S dólar valorizou 0,2% fortalecido pela queda nos pedidos de desemprego, enquanto que o Euro recuou -0.1% no dia em que Mario Draghi anunciou o fim do programa de estímulos do BCE que atingiu os $3 triliões, abrangendo de forma inédita a compra de obrigações de empresas privadas. A libra inglesa valorizou 0,3% para os $1.2664 enquanto que curiosamente o Yen perdeu -0.3%, não acompanhando a procura por activos refúgio que se verificou no mercado accionista.

O gráfico de hoje é do Bovespa, o time-frame é Semanal

O índice brasileiro continua dentro de um canal ascendente, contudo poderá vir em breve a demonstrar fraqueza caso não atinja a linha superior do canal, deixando a linha inferior como zona primária de suporte.

Marco Silva

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