Date: 28 Set 2017

Tal como referi que seria provável, aquando da preparação para esta semana, o tema da reforma fiscal nos EUA fez a sua aparição ontem no palco das noticias, e os Bulls, sedentos por um catalisador, não se fizeram rogados e impulsionaram Wall Street para novos máximos, não de fecho no S&P500, mas de intra-day, ao passo que o Russel 2000, que é um barómetro da força do mercado para além das big caps, valorizou 1,9%, bem mais que os restantes, para um patamar nunca antes alcançado. As tecnológicas continuaram o rebound do dia anterior e puxaram o Nasdaq para a melhor performance do dia entre os principais indices norte-americanos, com uma valorização de 1,15%. As perspectivas de uma lei para a repatriação da enorme montanha de lucros que estão no exterior foi um dos principais motivos pelo optimismo, ao que se juntou a possibilidade de uma redução da taxa de imposto das empresas para os 20%, contudo tal não será de fácil aprovação no congresso, não apenas porque existe divisão entre os Republicanos, como a reforma contem uma redução de benefícios fiscais, que vão atingir em boa parte, zonas habitualmente controladas por Democratas.

Mas o “sol” da pressão compradora não nasceu para todos os sectores na sessão de ontem, isto porque o eco das declarações de Yellen, conjugado com a possibilidade de maior crescimento da economia devido ao alivio fiscal, colocaram ainda mais elevada a fasquia da probabilidade de uma subida dos juros, o que acaba por ser prejudicial para os grupos mais sensíveis ao custo do dinheiro, como as utilities que ao desvalorizarem -1,34% lideraram as quedas. Mas juros mais elevados significam igualmente moeda com maior valor, facto que possibilitou ao U.S dólar continuar na senda das duas sessões anteriores, subindo 0,6% para o valor mais elevado desde Agosto, partindo igualmente, no par EUR/USD, em baixa, a linha dos ombros do Head&Shoulders que referi em análise anterior. O Euro recuou -0.5% para os $1.1749 e os tradicionais activos refúgio também não tiveram melhor sorte, o Yen cedeu -0,5% e o Franco Suiço -0,4% para os $0.9722.

Para o resto da semana é de prever que o tema fiscal continue a condicionar o sentimento, em conjunto com os dados sobre o PIB norte-americano, que vão sair hoje.

 

O gráfico de hoje é do EURUSD, o time-frame é Diário

Como referi este par de moedas quebrou a linha dos ombros (azul) do Head & Shoulders, colocando agora os locais de suporte e resistência nas linhas verde e azul respectivamente.

Marco Silva