Date: 23 Out 2017

A sessão de sexta-feira foi uma “tempestade perfeita” no bom sentido, para os Bulls de Wall Street. Os bons resultados empresariais e a aprovação por parte do Senado do orçamento norte-americano de $4 triliões para 2018, permitiram aos indices norte-americanos estabelecer novos máximos históricos numa sessão quase sempre com tendência ascendente e onde os sectores financeiro e industrial lideraram nos ganhos, em antecipação da semana mais movimentada desta earnings season, que a continuar com a taxa de “sucesso” dos números até agora apresentados, poderá estender, pelo menos por mais uns pontos percentuais, esta fase recente do Bull market. O sector industrial foi claramente condicionado pela performance da General Electric, que após apresentar resultados abaixo do previsto começou o dia em forte queda, no entanto e contrariamente ao habitual naquele que é um título bastante estável, inverteu uma desvalorização superior a -6% para terminar com um ganho de 1%, com os investidores a mostrarem optimismo com o possível final da má fase que a outrora maior empresa mundial tem atravessado.

Já as financeiras e grande parte do mercado, beneficiaram da aprovação do orçamento, que fez ressurgir as expectativas quanto a uma possível aprovação da reforma fiscal, tema que em conjugação com earnings seasons consistentes tem suportado grande parte da valorização deste ano em Wall Street, mas não só, o U.S dólar também esteve am evidência devido à possibilidade desse estimulo à economia, empurrando a moeda norte-americana para um ganho de 0,6% contra um cabaz de outras moedas principais. Contra o Euro o avanço foi de 0,7% para os $1.1774, ao passo que o Yen caiu para os 113.5, o valor mais baixo de cerca de três meses, muito por culpa do pouco interesse por activos refúgio, numa fase em que o risco é bem vindo, facto que levou a que o Ouro, outro activo refúgio de eleição, tenha recuado -0,7% para os $1,282 por onça.

Esta semana será de elevada importância para o curto prazo dos mercados accionista e do U.S dólar, isto porque sem nuvens negras no horizonte, a confirmação de uma boa earnings season aliada à continuação, quase certa, do tema da reforma fiscal, poderá reforçar o entusiasmo existente nos dois tipos de activo. Destaque para o tópico acerca do novo responsável máximo do FED, que também é relevante pois dará uma indicação aos investidores, sobre qual a orientação que Trump prefere para o Banco Central, se alguém mais hawkish, ou uma continuação da política defendida e seguida até agora por Yellen.

O gráfico de hoje é do EUR/USD, o time-frame é Diário

Depois de ter quebrado a linha de ombros a vermelho e validado o Head&Shoulders, este par de moedas poderá vir a quebrar outra linha de ombros (azul), de um Head&Shoulders de maior relevância, o que a acontecer reforçaria a tendência negativa recente.

Marco Silva