Date: 13 Set 2017

No seguimento da sessão de segunda-feira, Wall Street beneficiou ontem do continuar do esvaziamento do balão das preocupações que tinha enchido antes do fim de semana. A ausência de dados económicos relevantes ajudou à extensão do optimismo do dia anterior, igualmente auxiliado pelo evento da Apple e pelas declarações sobre a reforma fiscal proferidas pelo secretário do tesouro norte-americano, Steven Mnuchin. Em termos sectoriais, o sector financeiro foi um dos maiores vencedores do dia, com um ganho de 1,21%, só suplantado pelas telecoms, que avançaram 1,37%, contudo devido o peso no mercado dos gigantes do ramo bancário foi este que provocou maior pressão positiva, em parte devido à Goldman Sachs, que apresentou uma estratégia para aumentar as receitas em cerca de $5 biliões por ano, contudo o maior impulsionador do sector foram as taxas de juro das obrigações do tesouro dos EUA, que atingiram o máximo de três semanas, o que coloca a perspectiva de juros mais elevados, algo que beneficia a margem de lucro dos bancos.

No final do dia todos os três principais indices de Wall Street encerraram em máximos históricos, foi pois um pleno, o que não deixa de ser curioso, tendo em conta o pessimismo que rodeou ocasionalmente o mercado nos últimos meses, sem que os investidores tenham deixado “fugir” Wall Street para fora de vista de valores mais elevados, facto que indica bem da força compradora que ainda existe, apesar de já estarmos no oitavo ano de Bull market. Com a subida do mercado accionista continuou a queda dos activos refúgio, com o Yen a ceder mais -0.7% para uma perda de -2% em apenas 2 dias, deixando a moeda nipónica nos 110.18 por dólar. O ouro ainda demonstrou mais fraqueza ao desvalorizar -1,1% para os $1,335.7 por onça, quase que igualando o mau desempenho do dia anterior. Destaque para a valorização de 0,9% da Libra inglesa para os $1.3284, ou o valor mais elevado do último ano e devido à subida da inflação que foi acima do previsto, nos 2,9%, contudo e apesar desse facto o mercado não espera que ocorra uma subida dos juros por parte do BOE, na reunião desta quinta-feira.

 

O gráfico de hoje é do SGD/JPY, o time-frame é de 8 horas

Este par de moedas encontra-se num local de elevada confluência de linhas de resistência (A), como a linha superior do canal (azul) e a linha de tendência (verde), razão pela qual poderá ser uma zona propicia a resistência a mais subidas no curto prazo.

Marco Silva