Date: 01 Nov 2017

Se há cerca de dois anos e após uma fase mais negativa em Wall Street utilizei a frase, “Outubro Vermelho?” para antecipar a possibilidade dos mercado norte-americano terminar abaixo da linha de água no mês, desta feita em 2017 o balanço foi claramente diferente, destruindo por completo os receios sobre um mês que estatisticamente é susceptível de criar zonas de retracção acentuadas. A fasquia da cautela estava mais elevada pelo facto dos indices se encontrarem sobre-valorizados, mas de acordo com uma boa parte dos investidores, não em território de bolha. Assim sendo, os Bulls aproveitaram os bons resultados empresariais que saíram nas duas últimas semanas do mês e em conjunto com bons dados de índole económica, a possibilidade da aprovação da reforma fiscal e a ausência de muito ruído da frente geopolítica, para suportarem um mês de pendor claramente ascendente e com diversas sessões em que se bateram novos máximos históricos, apesar de comparativamente a valorização do S&P500 face aos resultados no prazo temporal de um ano, estarem bem acima da média de longo prazo e numa altura em que se entra naquela que é geralmente a fase mais bullish do ano.

 

Na Europa o sentimento também esteve positivo, com o Stoxx600 a valorizar 0,33% para o nível mais elevado de 5 meses, suportado por vários máximos de bolsas europeias, devido em parte a bons resultados empresariais e à subida do sector bancário em Espanha. No Forex o U.S dólar avançou pelo segundo mês consecutivo terminando nos $1.1634 versus o Euro, consolidando assim o rebound da moeda norte-americana que na sua relação com a moeda europeia está fundamentado tecnicamente por um Head&Shoulders, que por ora ainda tem algum espaço para percorrer dentro do sentido actual, até porque o movimento dos dois principais bancos centrais, FED e BCE continua dessincronizado, com o primeiro já num estágio de amadurecimento da normalização da politica monetária, ao passo que o seu congénere ainda não iniciou esse trajecto. Nas matérias-primas de realçar o ganho de 0,4% no preço do WTI crude para os $54.38 por barril, empurrando o “ouro negro” para máximos de mais de 6 meses.

 

 

O gráfico de hoje é do LCrude, o time-frame é Diário

Quebrado que foi a linha superior do canal ascendente (verde), o preço do crude poderá encontrar agora resistência na linha superior do canal a vermelho

 

Marco Silva