Análises de Mercado

Fumaça ou realidade? Hoje é dia F, de FED

Tal como já ocorreu por diversas vezes este ano, Wall Street esteve ontem suportada por expectativas, que desta feita poderão não passar de fumaça ou ao invés vir a ser uma realidade que poderá dar suporte para mais uma perna do Bull market. Refiro-me aos dois temas em destaque na sessão de terça-feira, a redução dos juros por parte do FED, uma previsão que foi reforçada pelas declarações de Mario Draghi sobre mais estímulos por parte do BCE, caso a inflação na zona euro não suba, o que provocou uma resposta de Trump, acusando o banco central europeu de concorrência desigual caso tal aconteça, o que não deixou de ser uma indirecta a Jerome Powell, tal como o foi a notícia que saiu sobre a intenção do presidente norte-americano em substitui-lo em Fevereiro passado.

O outro tópico relevante foi mais um tweet de Trump, sobre uma reunião alargada que irá ter com o homologo Chinês na reunião do G20 no final do mês, e que terá ficado acordada após um telefonema entre ambos. Do lado chinês, apesar da confirmação da reunião o sentimento foi menos efusivo limitando-se a administração a validar que existe abertura para o dialogo naquela data. Independentemente do mérito de ambos os catalisadores o certo é que os índices norte-americanos valorizaram do principio ao fim com uma estabilidade como há algum tempo não se via, com a particularidade do volume não ter sido baixo, mas sim em cima da média dos últimos vinte dias. No S&P500 não foi de admirar que os sectores refúgio tenham tido as piores performances do dia, enquanto que os mais expostos ao conflito comercial, industriais e tecnológicas, averbaram os maiores ganhos.

No mercado cambial as declarações de Draghi pressionaram a moeda única para os $1.1196 após uma perda de -0.2%, o que aliado à queda de -0.1% no valor do U.S dólar deu espaço para que a Libra inglesa tenha valorizado, embora que ligeiramente, terminando nos $1.2560, fruto de um ganho de 0.2%. Para hoje nunca é demais aconselhar cautela com a alavancagem, especialmente perto da hora do anúncio do FED.

O gráfico de hoje é do S&P500, o time-frame é Diário

Este é um padrão muito típico no índice norte-americano e que costuma resultar em mais subidas, refiro-me a um máximo (azul) superior, depois de ter atingido um máximo inferior (laranja), tendo pelo meio uma correcção e logo a seguir a máximos históricos. Os próximos dias dirão se desta feita o normal se irá manter.

Marco Silva