Date: 31 Dez 2019

A última semana completa de 2018 teve um pouco de tudo, desde logo a começar com a pior véspera de Natal da história de Wall Street, para se seguir a mais entusiástica sessão para os Bulls dos últimos nove anos, e logo de seguida a maior inversão intraday dos últimos oito anos. Para finalizar uma semana imprópria para cardíacos, sexta-feira foi mais um dia com elevada volatilidade, com várias mudanças de sentido e variações superiores a 2% entre os extremos, embora não tenham sido movimentos tão amplificados como os dos dias anteriores, mas foram mais inconstantes. No final Wall Street terminou em território misto, e não obstante o negativismo de segunda-feira os índices norte-americanos averbaram ganhos semanais acima dos 2,5%, valor que no entanto é insuficiente para anular o registo daquele que deverá ser o pior mês de Dezembro para o S&P500 dos últimos 87 anos com quedas de quase 10%, ao mesmo tempo que será a primeira desvalorização anual desde 2015 para S&P500 e Dow Jones, e dos últimos 7 anos para o Nasdaq.

Performance que poderá indiciar que estamos no final de um ciclo, que tecnicamente o S&P500 e o Nasdaq já o confirmaram ao recuarem 20% desde os máximos do ano, validando assim um Bear Market. Guerra comercial, shutdown parcial do governo norte-americano, problemas jurídicos de Trump que poderão desaguar num impeachment agora que os Democratas detém a maioria na Casa dos Representantes, arrefecimento do crescimento económico mundial, bem como a recorrente incógnita do Brexit são à partida as principais incertezas à entrada para 2019, sendo que a maioria dos analistas prevê mesmo uma recessão no máximo até final de 2020, veremos o que o mercado “diz” nos próximos meses, com a estatística a certificar que o comportamento de Wall Street antecipa por cerca de seis a doze meses a realidade da economia.

No Forex o ano foi do U.S dólar com um ganho até hoje de 3%, o que não é de admirar dada a politica monetária de tightening do FED estar em contra-ciclo com a das outras seguidas pelos restantes principais bancos centrais, para além de que a maior economia do mundo demonstrou robustez acima da média, pelo menos até ao terceiro trimestre deste ano. Nas commodities o ano que hoje termina não foi de feição para os Bulls, com uma queda de aproximadamente 12% no Bloomberg Commodity Index, com destaque para a forte desvalorização no preço do crude durante o último trimestre, com o preço a rondar os $45 por barril, após ter superado os $76 no início de Outubro.

O gráfico de hoje é do Açúcar, o time-frame é Semanal

 

Depois de um duplo fundo validado por uma divergência no stochastic (linhas azuis), o activo atingiu o objectivo primário para o Long na linha verde

 

Marco Silva

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