Date: 10 Jan 2019

Muito perto do início de uma importantíssima earnings season, Wall Steeet navegou ontem de novo com os ventos de optimismo dos dias anteriores, com a expectativa de um aliviar das tensões na guerra comercial entre os EUA e a China, bem como mais para o final da sessão de uma confirmação por parte do FED de que está agora bem mais flexível e dovish do que há apenas dois meses. A sessão de quarta-feira começou em alta ligeira e sem grandes motivos de interesse para além da notícia acerca do final das negociações na China entre as duas principais economias do mundo, que pouco mais acrescentaram ao que já existia e se sabia, para além de um lacónico comentário de “foram uns bons dias” por parte de um responsável norte-americano, bem como da informação de que a China irá adquirir mais produtos dos EUA, nomeadamente do sector agrícola e energético, para além de maior acesso ao mercado chinês por parte de empresas norte-americanas, contudo o detalhe das negociações só será conhecido daqui uns dias depois dos negociadores reportarem os resultados a Trump.

 

O reforçou do optimismo chegou um pouco depois das 14h, quando foram conhecidas as minutas relativas à última reunião do FED de Dezembro, onde ficou claro uma mudança de atitude por parte de alguns membros do board quanto ao ritmo da subida dos juros para 2019, tendo sido igualmente alteradas algumas expressões que existiam nas minutas anteriores para reflectir a mentalidade mais dovish actual. Nomeadamente ao empregar um tom mais de “vamos ver” em vez dos “são precisas mais subidas”, reduzindo igualmente para duas as subidas perspectivadas para este ano, quando no final do terceiro trimestre de 2018 esse número estava nas quatro. Indicações às quais o U.S dólar não ficou indiferente, com a moeda norte-americana a ceder -0.8% contra um cabaz de outras moedas principais, permitindo ao Euro a maior subida do dia com um ganho de 1% para os $1.1552. Já a libra inglesa adicionou 0,7% num momento conturbado da política interna devido às derrotas que Theresa May já teve esta semana no Parlamento, em antecipação à que deverá ter para a semana quando for votado o seu plano para o Brexit, sendo nesta fase uma completa incógnita o que irá acontecer quando terminar o prazo para a concretização da saída do Reino Unido da União Europeia em Março.

 

Hoje o presidente da FED irá falar no Economic Club of Washington pelo que poderão haver alguns picos de volatilidade nos pares onde a moeda norte-americana participa, caso Jerome Powell dê mais alguma informação sobre o movimento de tightening, incluindo a redução dos activos em carteira, bem como do estado da economia local e mundial.

 

 

O gráfico de hoje é do EUR/USD, o time-frame é de 1 hora

Depois do canal wedge ter oferecido alguma resistência à subida como sugeri possível ontem, neste caso no ponto A, o activo quebrou em alta o canal podendo a linha superior vir a ser um local de suporte no retest. Destaque para o indicio de que o activo iria quebrar em alta dado o afastamento da linha inferior e o mínimo mais alto efectuado antes da quebra (linhas vermelhas)

 

Marco Silva

 

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