Date: 24 Mai 2018

Os indices norte-americanos estiveram ontem quase toda a sessão no vermelho, até que as minutas do FED trouxeram um novo impulso aos Bulls que permitiram empurrar Wall Street para território positivo. O facto importante no documento foi simples, o banco central norte-americano respondeu a uma das grandes incógnitas que pairava sobre o mercado, nomeadamente se existir um sobreaquecimento como ficará o ritmo da subida dos juros. Ora da última reunião do FED saiu a opinião de que mesmo que a inflação ultrapasse um pouco o nível ideal dos 2%, isso não irá implicar uma mexida no programa de tightening existente, que deverá passar por mais uma subida em breve.

A reacção positiva foi quase imediata e prolongou-se até ao final da sessão com os sectores mais sensíveis às taxas de juro a terem a melhor performance, como as utilities e o imobiliário, enquanto que as financeiras lideraram nas perdas, tendo em conta que juros mais elevados resultam em margens superiores para o sector. Apesar dessa visão mais dovish o U.S dólar não reagiu em baixa e acabou mesmo por valorizar 0,1%, num dia em que o Euro e a Libra inglesa sofreram com dados económicos desapontantes, que forçaram a quedas de -0.6% em ambas as moedas, terminando em mínimos de quase 6 meses. Tanto o PMI da industria como dos serviços da zona Euro saíram abaixo das previsões, reforçando a perspectiva de um período de menor fulgor no crescimento da economia europeia, ficando por saber apenas se será por um período curto ou não. Da parte dos membros do BCE o mote é de optimismo que a fraqueza é provisória, estando mais preocupados com as incertezas políticas, como a situação em Itália.

O gráfico de hoje é do Euro50, o time-frame é Semanal

O índice das principais empresas europeias atingiu esta semana de novo a linha dos ombros de um padrão de head&shoulders, que poderá levar o activo a testar os mínimos de Março

Marco Silva