Date: 27 Jul 2017

A expectativa em relação ao resultado da reunião do FED que terminou ontem era elevada, não por causa do presente, mas pelo outlook, nomeadamente do movimento dos juros, mas principalmente da estratégia de redução do gigantesco balanço que o banco central amealhou durante os seus programas de estímulos. Janet Yellen ao indicar que a economia norte-americana continua a crescer a um ritmo moderado, mas sem o acompanhamento expectável da subida da inflação e ao referir que o inicio da redução do balanço da instituição está para breve, não assustou mas gerou um sentimento agridoce, o que não levou a alterações quanto às expectativas para uma nova subida dos juros este ano, que se situam perto dos 38%, o que por sua vez acabou por pressionar o sector financeiro para a segunda pior performance do dia, logo a seguir aos materiais, enquanto que o S&P500 foi o mais fraco dos indices principais.

Já o Dow Jones conseguiu liderar as valorizações, pela segunda sessão consecutiva, muito por culpa dos ganhos de quase 10% da Boeing, após reportar resultados acima das previsões. Nas commodities os Bulls do Crude, voltaram a ganhar terreno em virtude da redução dos stocks do activo nos EUA, empurrando o WTI Oil para os $48.75 por barril, fruto de um avanço de 1,8%. Destaque para a continuação do rally nos preços do Cobre, que ontem amealhou mais 1,7% para os $6.329 por tonelada métrica, ou o valor mais elevado em 2 anos. No Forex, as perspectivas menos hawkish deixadas por Yellen, castigaram o U.S dólar, que perdeu 0,6% contra um cabaz de outras moedas principais, aproximando-se da próxima resistência técnica que se situa perto dos $1,198.

O gráfico de hoje é do Cobre, o time-frame é de Semanal

CopperSep17Weekly27717

No Cobre o próximo local para uma eventual resistência encontra-se na linha vermelha.

Marco Silva