Date: 12 Out 2017

As expectativas relativas ao conteúdo das minutas da última reunião do FED reveladas ontem eram elevadas, não apenas para os investidores aferirem do estado de espírito dos membros do banco central em relação à economia, mas igualmente para ajudar a clarificar qual será o futuro de curto-médio prazo da regularização da politica monetária, especialmente depois de mais uma vez ter sido relatado que Janet Yellen poderá não continuar no cargo, tendo o secretário de Estado do tesouro, alegadamente indicado a Trump o nome de Jerome Powell para suceder a Yellen, o que deu um alento especial a Wall Street na parte final da sessão, permitindo assim que os principais indices tivessem terminado nos máximos do dia. Powell é visto como um sucessor com uma mentalidade dentro da linha da actual presidente e “amigo” dos mercados. O tempo dirá qual será a escolha de Trump, contudo é cada vez menos provável que Yellen faça o segundo mandato.

Em relação às indicações e perspectivas do banco central o cenário pouco mudou, a economia continua robusta e para a maioria dos seus membros deverá ocorrer uma nova subida dos juros na reunião de Dezembro próximo, apesar de tal como foi referido, a inflação continuar a preocupar devido a não acompanhar o crescimento da economia, não se aproximando ao ritmo desejado, do objectivo de 2%. Para 2018 as indicações são de mais três subidas, o que está em linha com o anteriormente previsto. A probabilidade de um próximo responsável máximo do FED que seja mais dovish, provou alguma fraqueza no U.S dólar, que recuou -0,3%, perdendo -0.5% contra o Euro, para os $1.1867, devido em parte à decisão do governo de Espanha de colocar em marcha a possibilidade de dissolução do governo da Catalunha, ao mesmo tempo que questionou sobre o significado das declarações de terça-feira do representante das pretensões independentistas. A lira turca teve um dia de rebound e terminou nos 3.643 contra o U.S dólar.

Hoje é dia de resultados do sector bancário, que se antecipam serão moderadamente razoáveis, pelo que alguma cautela é aconselhada pois pode ocorrer volatilidade extra, caso exista alguma decepção significativa, até porque o sector está a ser encarado com um barómetro da actividade económica em virtude de ter sido pouco afectado pelos efeitos do mau tempo que assolou partes dos EUA no mês passado.

O gráfico de hoje é do Ouro, o time-frame é Diário

O metal precioso proporcionou mais um excelente negócio long, derivado de um padrão ascendente (linhas verde), com o local A a ser claramente e como era provável, uma zona de suporte.

Marco Silva