Date: 05 Jun 2019

Se dúvidas ainda houvessem quanto à preferência dos Bulls por taxas de juros mais baixas, ontem foi mais uma prova de que tal é real. Depois de em 4 de Janeiro, Wall Street ter registado o seu melhor dia do ano, após Jerome Powell ter colocado um travão no programa previsto pelo FED para a subida dos juros em 2019, na terça-feira o Presidente do principal banco central do mundo veio abrir a porta ao que grande parte dos investidores já esperavam, ou seja a possibilidade de reduzir os juros ainda este ano, com o mercado a prever mesmo uma probabilidade de 80% para um corte já na reunião de Setembro, enquanto para o final do ano existe uma forte possibilidade de 75%, de uma segunda redução no custo do dinheiro. Recordo que há cerca de nove meses as prespectivas apontavam para três subidas de juros em 2019 e mais três em 2020.

A justificação de Powell era também esperada, as consequências nefastas da guerra comercial, sendo de realçar igualmente a a preocupação da vice presidente do FED, sobre uma possível continuação por um período alargado da inversão das taxas de juro, nomeadamente a da maturidade a 10 anos estar substancialmente abaixo do juro da dívida a 3 meses, não obstante o juro das obrigações mais longas ter ontem subido, o que deu um forte impulso ao sector financeiro do S&P500, permitindo-lhe o segundo maior ganho do dia com uma valorização de 2.71%, atrás das tecnológicas que subiram 3.26% no seu valor. No final do dia o Nasdaq, que na segunda-feira tinha obtido uma forte desvalorização, foi ontem o que mais brilhou ao amealhar 2.65% de subida, enquanto que o Dow Jones foi o menos bullish com um pulo de 2.06%.

Destaque para a notícia que saiu da parte da tarde sobre a intenção de alguns membros do partido republicano, que suporta Trump, em bloquear a proposta do presidente norte-americano relativa às tarifas alfandegárias ao México, o que aliado as declarações do presidente mexicano sobre uma resolução do diferendo para breve, aliviou um pouco os receios sobre um agravar da tensão comercial global. No mercado cambial o U.S dólar cedeu algum terreno com um deslize de -0.2%, face a um cabaz de outras moedas principais, enquanto que a Libra aproveitou para avançar 0.3% para os $1.2071

O gráfico de hoje é do Ouro, o time-frame é Semanal

O metal precioso testou a linha inferior do canal wedge, estando agora prestes a testar a sua linha superior e muito próximo de uma quebra desse canal.

Marco Silva