Date: 18 Set 2019

À entrada para o anúncio relativo às decisões tomadas na reunião de dois dias do banco central norte-americano, era amplamente esperado pelo mercado um corte dos juros e a porta aberta a mais mexidas até final do ano. Ora, a decisão foi exactamente dentro dessas expectativas, no entanto teve a nuance de não garantir uma nova redução em 2019, mas sim que tal poderá ocorrer dependendo dos dados económicos que irão sair. Isto aliado ao facto de que dois dos membros votaram contra o corte criou uma ligeira desconfiança dos investidores sobre o percurso dos juros no curto prazo, apesar dos FED Funds Futures anteciparem uma probabilidade de 42% para uma nova acção dovish na reunião de Outubro.

A questão que se coloca é simples, caso não existisse o tema da guerra comercial muito dificilmente seria justificável o alivio que se tem verificado, visto que a economia norte-americana continua a crescer acima dos 2%, suportada pelo consumo privado, que por sua vez está a ser alimentado por um mercado de trabalho robusto. A inflação é que não dá sinais de querer atingir o patamar dos 2%, mas ainda assim também não existem pressões para que baixe para níveis preocupantes, daí a divisão entre os membros do FED e a diversidade de opiniões existente entre os analistas de mercado.

A reacção dos índices à notícia foi inicialmente negativa, com o S&P500 a tocar nos mínimos do dia, contudo com a conferência de Powell o sentimento melhorou e Wall Street segue agora a recuperar, sendo no entanto de realçar que amanhã é que será a prova dos nove quanto à analise mais profunda que os investidores irão fazer de tudo o que foi decidido e falado hoje.

O gráfico de hoje é do S&P500, o time-frame é de 15 minutos

O principal indice mundial está dentro de um canal descendente, mas perto da sua linha superior

Marco Silva