Date: 28 Jan 2019

Se Dezembro foi um mês predominantemente dos Bears, Janeiro inverteu essa tendência com cinco semanas onde os Bulls dominaram, afastando os índices norte-americanos do Bear market e mesmo retirando-os de território de correcção, ou seja a mais de 10% dos máximos antigos anteriormente. Apesar de um ganho de 0,85% na sexta-feira, o S&P500 foi o único que não conseguiu fugir ao vermelho na semana, embora tenha ficado acima dos valores de fecho da primeira semana de Dezembro. O dia foi dominado por alguns temas contraditórios em termos de sentimentos se bem que o principal, que deu o mote para a valorização transversal em Wall Street tenha sido a possibilidade do FED vir a diminuir ou mesmo a suspender a redução do seu balanço que atingiu cerca de $4,5 triliões no pico do processo de Quantitative Easing. Esta redução, inserida no movimento de tightening tem sido vista como o principal catalisador para algum do pessimismo latente que tem reduzido a apetência pelo risco.

 

Este tema é por demais importante, visto que a retirada da massa monetária do sistema rumo a normalização da politica monetária era visto como essencial, contudo o mercado parece não estar confiante que essa redução possa ser feita num prazo temporal curto ou médio sequer, isto porque até agora apenas $400 biliões foram retirados do sistema e a “resistência” dos investidores tem sido notada, sendo que agora se espera que possa vir a terminar quando o balanço nas contas do banco central norte-americano atingir os $3,5 triliões. A questão a reter é simples, se os investidores não estão confortáveis com essa redução significa que a robustez da economia e do sistema financeiro poderá estar inflacionada na sua avaliação, tendo em conta o estado avançado da recuperação da economia pós-crise financeira. O tópico da suspensão do shutdown parcial por cerca de três semana teve um impacto algo limitado, visto que é apenas um adiar do problema.

 

Na vertente dos resultados o cenário foi misto com ligeira tendência bullish, Starbucks, Colgate surpreenderam pela positiva enquanto que Western Digital e Intel desapontaram, com destaque para o fabricante de chips que não obstante ter batido nos lucros, ficou aquém nas receitas, mas o principal foi ter reduzido as previsões para este trimestre, para menos $0,14 por acção do que o previsto, ao mesmo tempo que antecipa agora um crescimento de apenas 1% nas receitas para o ano de 2019. Para esta semana destaque para o anúncio de resultados da MMM, Caterpillar, Apple, Boeing, Microsoft e Amazon, sendo igualmente de realçar a reunião do FED na terça e quarta-feira, ou seja uma semana em cheio, tanto para o mercado accionista como no Forex, mercado este último onde o U.S dólar recuou substancialmente na sexta-feira, -0.7% contra um cabaz de outras moedas principais, dando espaço para que o Euro e Libra inglesa tenham valorizado 1% e 1,1% respectivamente, com a possibilidade de se evitar um evento de Brexit sem acordo.

 

 

O gráfico de hoje é da Café, o time-frame é Semanal

Mais um excelente exemplo de como um canal pode antecipar zonas de entradas, como o ponto A

 

Marco Silva

 

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