Date: 14 Nov 2017

Sem desenvolvimentos relativos à questão da reforma fiscal nos EUA, Wall Street navegou ontem por águas de incerteza quanto ao próximo movimento a imprimir nos indices, daí que o sentimento tenha estado misto, devido a algumas notícias positivas e outras negativas, sendo que o vermelho do inicio da sessão foi rapidamente ultrapassado, mas pouco mais que isso de trajectória ascendente, com o S&P500 a liderar nas subidas com um magro avanço de 0,1%. A redução das previsões dos lucros por parte da General Electric e o corte dos dividendos em 50% pressionou não apenas a gigante da indústria com uma queda de 7%, mas alastrou-se ao todo o sector, contudo essa sombra foi minorada pelo comportamento das utilities, que valorizaram 1,16% e pelos títulos das empresas ligas ao consumo final, que ganharam cerca de 0,6%, ambos os sectores são habitualmente de dividendos mais elevados do que os restantes. Na Europa o percurso continuou a ser o da consolidação em baixa, devido à queda de -1,6% do sector financeiro, o que levou o Stoxx 600 a ceder -0,7% para o mínimo de sete semanas. De realçar que com o final da earnings season não haverão no curto prazo motivos para uma movimento acentuado nas praças europeias, exceptuando talvez o encontro desta semana organizado pelo BCE, onde irão falar os responsáveis máximos dos principais bancos centrais.

Tal evento poderá ser gerador de uma indicação sobre o estado da economia e/ou do futuro do programa de estímulos, o que a ocorrer afectará não apenas o mercado accionista mas principalmente as moedas. Terreno onde ontem o movimento foi mais centralizado na Libra inglesa, que cedeu -0.6% para os $1.3114, no dia em que, David Davis, responsável pelas negociações do Brexit com a União europeia, afirmou que o Parlamento terá oportunidade de debater, escrutinar e votar a proposta final de acordo. Nas matérias-primas nada de extraordinário numa sessão onde o Crude continuou a consolidar por volta dos $55 por barril. De realçar que para esta semana está prevista a votação da proposta de reforma fiscal pela Casa dos Representantes, facto que poderá mexer com o mercado accionista, pelo menos num acréscimo da volatilidade.

 

O gráfico de hoje é do EUR/GBP, o time-frame é Semanal

Este par de moedas encontra-se a testar a quebra da linha inferior do canal ascendente (verde), sendo que o stochastic se encontrar perto de sobre-vendido não garante por si que o teste da reconquista da linha seja um sucesso

Marco Silva