Análises de Mercado

Europa dispara em dia de feriado nos EUA

Depois de um início de ano bastante gravoso na pandemia de COVID, derivado pelo aparecimento de uma nova estirpe do vírus bastante mais contagiosa, e que se espalhou para o resto da Europa provocando o agravamento das infecções, o Reino Unido surge agora como um dos mais bem posicionados para conseguir reduzir drasticamente o número de novos contágios, tendo já vacinado cerca de 25% da sua população, muito por causa da capacidade de obtenção de vacinas assim como da estratégia de vacinar mais cidadãos com a primeira dose, em vez de usar duas doses para garantir a maior percentagem de imunidade mas metade dos vacinados. Ora este ritmo de procura pela imunização de grupo que fica atrás apenas de Israel deu frutos ontem ao Footsie, com os investidores a premiarem a possibilidade do Reino Unido, de vir a conseguir retomar a normalidade da sua actividade económica mais cedo do que o esperado, o que valeu ao índice londrino a maior valorização do dia com um ganho de 2,5%, enquanto que o Stoxx 600 se ficou por uma subida mais modesta, ao adicionar 1,32%, com o índice alemão DAX a contribuir negativamente para o registo devido à valorização de apenas 0,42%, enquanto que o francês CAC-40 ganhou 1,45%.

O comportamento do Footsie foi ainda mais significativo se tivermos em conta que a libra inglesa também valorizou, 0,4% para os $1.3905, o que ainda assim poderá ter reduzido em cerca de 1% o ganho do índice londrino. Já do outro lado do Atlântico, Wall Street esteve encerrada em cumprimento do dia do Presidente, tal como aconteceu com a praça chinesa devido ao feriado do novo ano lunar. Mas apesar disso os futuros dos índices norte-americanos não deixaram de acompanhar o optimismo que se viveu na Europa e os futuros do S&P500 valorizaram 0,5%, antecipando mais um dia positivo para os touros nesta terça-feira, continuando a dominar a estratégia de trade de reflação, o que poderá beneficiar específicamente as small caps, representadas pelo Russell 2000, no entanto não é de descurar o Soxx, uma vez que o índice dos semicondutores tem conseguido um comportamento muito similar ao do Russell, com um ganho de aproximadamente 15% este ano, ou cerca de três vezes a subida do S&P500.

Já nas matérias-primas o destaque vai para o petróleo devido ao aumento da procura, por causa do tempo frio que se faz sentir em algumas zonas dos EUA, e da redução da oferta, o que valeu ao ouro negro um ganho de 1,1% no WTI.

O gráfico de hoje é do Brent, o time-frame é Semanal

O Brent começou a semana a quebrar em alta a linha superior do canal descendente, pelo que será importante estar atento para confirmar se o preço consegue terminar a semana acima da linha ou se encontra a resistência esperada.

Marco Silva

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