Análises de Mercado

Estímulos mantêm os Touros animados

Sem novidades de relevo e com a consolidação da possibilidade de Joe Biden ganhar as presidenciais norte-americanas de 3 de Novembro, o sentimento em Wall Street é hoje de continuação dos ventos optimistas que se instaram a semana passada, derivados da menor incerteza que causará uma derrota inequívoca de Trump no próximo acto eleitoral, não apenas porque isso retira o espectro de um litígio jurídico, mas como dá força para a aprovação do pacote de estímulos dos Democratas, que é substancialmente mais generoso do que o dos Republicanos. E se é certo que os representantes de ambos os lados,
Nancy Pelosi e Steven Mnuchin, deverão desenvolver esta semana contactos mais intensos, a verdade é que os investidores já não contam com um acordo até às eleições, e se vier já nem é garantido que seja encarado como o melhor resultado, visto que será sempre um compromisso entre os valores máximos e mínimos.

Com a earnings season à porta o panorama continua a ser de pouca visibilidade no que ao futuro diz respeito, devendo continuar a ser evidente o registo acima da média das grandes tecnológicas, ao passo que diversos sectores da economia mais tradicional continuarão a marcar passo, uma vez que apesar do cenário não ser de quarentena total, a realidade é que o dia a dia dos cidadãos, um pouco por todo o mundo não regressou ao pré-COVID, e o mais certo é que nunca volte ao mesmo status quo, tal como para já demostram os dados relativos ao emprego sazonal que revelam uma quebra de 11%, o que se deverá manter na importante época festiva que se aproxima, que é igualmente uma altura crucial para muitos comerciantes, pequenos e grandes. Já a componente da manufactura está a recuperar, assim como o sector dos transportes de mercadorias foi bastante beneficiado com o novo normal de mais compras online, e não obstante a pandemia a Deloitte estima que as vendas na parte final do ano cresçam 1% em relação ao nível de 2019.

É devido a esta expectativa se uma economia mais “tecnológica” que o Nasdaq valoriza por agora muito mais que os restantes índices, com uma subida superior a 2%, ao passo que o Dow Jones não consegue atingir a fasquia do 1%, dualidade de registos que se deverá manter nas próximas semanas e muito provavelmente nos próximos meses, algo que pouco mudará seja qual for o presidente eleito.
No restante mercado o U.S dólar está hoje mais tranquilo, enquanto que nas matérias-primas destaque para o WTI que cede mais de -3% para os $39.34 por barril, com a previsível menor procura pelo Ouro negro a pressionar negativamente o preço do activo, movimento que podendo ser temporário dificilmente dará lugar a uma inversão significativa, dado que a evolução da pandemia a nível global continua a condicionar a procura, não havendo capacidade dos principais players do sector para reduzir a oferta em conformidade.

O gráfico de hoje é do S&P500, o time-frame é de 1 hora

Depois de quebrada a linha superior do canal a linha mais acima deverá apresentar o próximo nível de resistência.

Marco Silva

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