Date: 18 Mai 2020

O enredo da sessão de segunda-feira não é novo nas últimas semanas, seja a promessa de um tratamento para o COVID ou neste caso a promessa de uma vacina eficaz contra o mesmo vírus, levou a que os investidores tivessem puxado os índices norte-americanos para níveis da primeira semana de Março, eliminando portanto todas as perdas resultantes da hecatombe desse mês. O facto do estudo sobre a vacina experimental ter sido efectuado sobre um número muito reduzido de pacientes não desencorajou o mercado, dado que em 25 dos testados todos ficaram com anticorpos em número igual ou superior ao de um paciente que tenha sido infectado e recuperado, para além disso oito dos pacientes foram submetidos a um teste mais elaborado que demonstrou em todos que o medicamento, num tubo de ensaio, consegue estimular o corpo a produzir anticorpos para que o vírus não reapareça.

Contudo e não querendo minorar a importância dos resultados alcançados, recordo que no segundo estágio de desenvolvimento, que deverá começar em breve, o alcance será muito maior visto que abrangerá 600 pacientes, sendo que no último estágio esse número sobe para as dezenas de milhares e só aí sim existirá uma percepção mais concreta da eficiência da vacina no combate à pandemia actual e futuras novas ondas. Mas para já o mais importante para o sentimento é a esperança de que a economia poderá reabrir de forma relativamente segura num curto espaço de tempo, nomeadamente 6 meses a um ano, que é o timeline para a introdução de uma vacina acessível a uma larga maioria das pessoas.

Este optimismo de hoje não apareceu por acaso, vem sobretudo derivado dos comentários do Presidente do FED que na sexta-feira indicou que a recuperação económica poderia não surgir sem uma vacina, ora poucos dias depois essa possibilidade aparece e sem grandes dúvidas os Touros entraram de rompante. Ora ponto de entusiasmo é o preço do crude, com o WTI a disparar mais de 12% para os $33.16 por barril com o aumento da procura na China, que atingiu os 13 milhões de barris diários, muito perto do volume de há um ano. No mercado cambial o dia é de fraqueza para o U.S dólar que recua 0,6% contra um cabaz de outras moedas principais, abrindo caminho para valorizações de 0,6% e 0,8% no Euro e na Libra inglesa, respectivamente.

O gráfico de hoje é do WTI crude, o time-frame é Semanal

O preço do crude está bem encaminhado para fechar o GAP aberto na primeira semana de Março, por volta dos $46 por barril

Marco Silva

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