Date: 24 Abr 2018

Ontem foi o terceiro dia consecutivo do mesmo enredo, tecnológicas e sector dos produtos de consumo primários em queda, que condicionaram Wall Street para o vermelho. A nuance da primeira sessão desta semana em relação aos dias anteriores foi a intensidade das vendas, bastante menos desta feita, o que permitiu ao S&P500 escapar ao vermelho, em particular devido ao sector das Telecoms que liderou as valorizações ao adicionar 1.08%. De resto o dia foi principalmente de espera pela avalanche de resultados que vão ser anunciados esta semana, sendo que paralelamente a taxa de juro a 10 anos das obrigações norte-americanas atingiu ontem os 2,99%, muito perto do nível dos 3% que muitos analistas consideram poder vir a condicionar a performance da economia e trazer uma maior rotação de capital em direcção do sector financeiro, em detrimento dos sectores mais sensíveis aos custos financeiros, como as utilities.

Mas se no mercado accionista o movimento foi mais reduzido no Forex foi o inverso, com o U.S dólar a aproveitar a subida dos juros para um ganho superior ao de sexta-feira, o greenback adicionou 0,8% ao seu valor contra um cabaz de outras moedas principais, atingindo o máximo de quase 5 meses. O Yen foi o que mais sofreu com a pressão vendedora e recuou -1% para os 108.7, enquanto que o Euro perdeu -0.7% para os $1.221 e a Libra inglesa “apenas” -0.4% terminando nos $1.394. Nas commodities sortes distintas para o WTI crude e para o Ouro, com o preço do primeiro a subir 0.9% para os $69.02 por barril, enquanto que o metal precioso caiu -0.9% para os $1,324 por onça. Para hoje de realçar a resposta dos investidores aos resultados da Google, que apesar de melhores que o esperado não conseguiram no after hours gerar optimismo duradouro nos títulos da empresa, que acabaram por ceder os ganhos iniciais amealhados logo que foram conhecidos os dados.

O gráfico de hoje é do EUR/USD, o time-frame é Semanal

Tal como tinha referido em análise anterior, este par de moedas está num range de consolidação que coincide com um outro de 2014, sendo por isso expectável que fosse uma zona de alguma lateralização. Importa agora aferir qual o sentido do activo após o stochastic atingir níveis de sobre-vendido.

Marco Silva