Date: 15 Jan 2019

No começo de uma semana que terá alguns anúncios de resultantes importantes, e na véspera da votação no Parlamento inglês relativa ao plano para o Brexit que Theresa May acordou com Bruxelas, foi com naturalidade que a sessão de segunda-feira tivesse sido dentro do ritmo da de sexta-feira e bem mais calma que as de início de ano, aliás tal como o volume abaixo dos 7 biliões de negócios assim indicia. A volatilidade também foi reduzida com os índices norte americanos sempre no vermelho e uma trajectória muito estável, com ligeiras nuances no início e no final do dia, tendo sido o sentimento condicionado por dois factores em particular, na escala sectorial os resultados positivos do Citigroup, batendo a previsão dos lucros globais não obstante uma redução de -21% nos ganhos do negócio de rendimento fixo, desempenho que permitiu uma valorização de quase 4% aos títulos da empresa e a única subida do dia para o sector financeiro no S&P500.

 

Todos os outros, com destaque para as utilities e saúde foram contaminados pelo pessimismo dos dados económicos relativos ao comércio que saíram da China, com a segunda maior economia do mundo e principal motor do crescimento do PIB mundial da última década a ter um recuo inesperado tanto nas exportações, como nas importações no mês de Dezembro, algo que já não ocorria deste o final do terceiro trimestre de 2016, agora fruto do impacto das tarifas comerciais impostas por Trump e que os investidores temem possam vir a reforçar um abrandamento que já é agora mais visível e global. Com efeito da zona Euro as notícias também foram cinzentas com a produção industrial a cair -1,7% em Novembro, causando alguma apreensão sobre o comportamento da economia do bloco no último trimestre de 2018 e à entrada para o ano em que supostamente os juros iriam começar a subir. Dado económico que contudo pouco condicionou o Euro, com a moeda única a terminar praticamente inalterada numa sessão onde houve poucos destaques, com a subida do valor do Yen em 0,3% para os 108.20 a ser a mais expressiva, provavelmente devido a alguma procura por activos refúgio.

 

Hoje essa acalmia no Forex poderá ser alterada, especialmente nos pares onde participam a Libra inglesa e o Euro tendo em conta a votação relativa ao Brexit, que poderá vir a ditar inclusivamente e segundo Theresa May, o fim do processo de saída do Reino Unido da União Europeia.

 

O gráfico de hoje é do EUR/GBP, o time-frame é de 4 horas

Depois de quebrado em baixa o canal a verde, o preço do activo está agora num outro canal também descendente mas mais inclinado (vermelho)

 

Marco Silva

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