Date: 05 Jul 2019

Com boa parte dos investidores fora do mercado devido ao feriado de ontem do 4 de Julho, os dados dos non-farm payrolls que saíram vieram sem dúvida causar um ruído interessante nas expectativas do mercado, que levou inclusive o conhecido repórter da CNBC, Rick Santelli, a prever que este mês o FED não irá reduzir os juros. Isto porque após um número muito mau dos non-farm payrolls em Junho e dos ADP (privados) desta semana, que também foram bem abaixo do antecipado pelo mercado, a notícia de que foram criados 224.000 postos de trabalho contra os 160.000 esperados pelos analistas, foi uma pedra no charco.

É certo que a taxa de desemprego aumentou ligeiramente para os 3.7% e que os ganhos por hora subiram 0.2% em vez dos 0.3% projectados, contudo e apesar de algumas revisões em baixa dos números anteriores o certo é que a média trimestral subiu para os 171.000, o valor mais elevado desde Março, sendo que na análise dos dados é evidente uma recuperação na contratação de empregados nos sectores dos serviços, manufactura e construção. A reacção imediata foi a subida das yields da dívida norte-americana, o que reforça o sentimento de que o caso para um FED dovish no curto prazo terá que ser mais discutido pelos membros do Board, e não um “done deal” como se esperava até agora.

No mercado accionista o pessimismo foi imediato, de novo dentro da lógica de, notícias más são boas e vice-versa, tudo por causa da enorme apetência dos investidores por juros baixos, o que podendo não acontecer causou danos nos futuros do S&P500, que seguiam a perder -0.5%.

O gráfico de hoje é do S&P500 o time-frame é de 1 hora

Depois de uma fase de consolidação, o principal índice accionista reagiu em baixa aos non-farm payrolls anulando os ganhos de quarta-feira, estando agora o nível dos 2.970 pontos como patamar seguinte para um possível suporte

Marco Silva