Análises de Mercado

Eleições tomam o palco de Wall Street

Depois da quarta semana consecutiva de perdas para o S&P500 os investidores regressam com novos motivos de interesse, sejam eles económicos, técnicos ou políticos. Sem uma Merger Monday ou descoberta de uma vacina para o COVID, os olhares do mercado estão no campo económico voltados para os non-farm payrolls de sexta-feira, havendo até lá os números do emprego privado que poderão dar um vislumbre do que se saberá no final da semana. Os dados do emprego serão de importância elevada uma vez que irão validar ou não a teoria de um arrefecimento na retoma do mercado laboral após o crash provocado pelas medidas de quarentena, e se tal se verificar aumentará a necessidade de mais um pacote de auxílio à economia, que teima em não ver a luz do dia com Democratas e Republicanos ainda separados por $500 biliões, um apoio que Jerome Powell fez questão de frisar a semana passada é essencial nesta fase de incerteza.

Na vertente técnica destaque para o fecho do terceiro trimestre, uma altura em que existe sempre algum “window dressing”, daí que os próximos dias poderão trazer algumas variações mais significativas, até porque no campo político esta semana marca o ínicio do grande embate entre presidente e candidato à Casa Branca. Trump e Biden irão enfrentar-se no primeiro dos três debates televisivos o que deverá trazer bastante mais ruído político para o mercado, podendo ocorrer oscilações nos sectores consoante uma ou outra parte “ganhe” este primeiro round, por exemplo se Biden ficar por cima, aumentará a distância que por enquanto leva nas sondagens, o que trará alguma pressão positiva para os sectores do comércio internacional e das energias renováveis, por outro lado as grandes tecnológicas poderão sentir a possibilidade de um movimento político de redução do seu tamanho, um ponto no espectro do partido Democrata.

Caso Trump vença o jogo televisivo o panorama ficará mais equilibrado e portanto incerto, algo que os investidores pouco gostam, contudo o cenário de base é já de um terreno pantanoso durante os próximos meses, por isso podemos estar numa situação de preparação para qualquer eventualidade, o que não traria oscilações muito agressivas, até porque à entrada para as semanas finais antes das eleições, sair a notícia bombástica das declarações fiscais de Trump, depois de quase cinco anos atrás delas, já deu pano para mangas para ambos os lados, pelo que o tom deverá ser escaldante até final do ano.

De resto os índices estão esta segunda-feira com ganhos interessantes mas sem grandes razões para tal, a não ser um ligeiro movimento de rebound das perdas anteriores, o mesmo que ocorre no forex, onde o EUR/USD inverte o sentido depois da correcção da semana passada.

O gráfico de hoje é do EURUSD, o time-frame é Diário

O principal par de moedas está muito perto de testar a linha de suporte (Azul), ao mesmo tempo que o stochastic está em valores de sobre-vendido.

Marco Silva

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