Date: 07 Jun 2020

E quando todos esperavam por uma taxa de desemprego em Maio perto dos 20%, a maior desde 1930, fruto de mais uma perda muito significativa de postos de trabalho, acima dos 8 milhões, eis que a maior economia do mundo atropelou por completo o pessimismo e ao invés de uma contracção revelou uma criação de 2,5 milhões de empregos, o maior aumento de sempre na história dos EUA, mais do dobro do anterior máximo que tinha ocorrido em 1983 com 1,1 milhões de novos empregos. Mais importante que a inusitada surpresa foi a razão para a reviravolta, isto porque a quase totalidade dos novos ingressos no mercado de trabalho advieram de pessoas que tinham sido dispensadas temporariamente.

Já em Abril os números secundários dos non-farm payrolls tinham aberto a porta a este desfecho com 78% dos inquiridos a terem confiança de que a sua dispensa seria apenas por algum tempo, ora em Maio 2,7 milhões de trabalhadores que regressaram ao activo foram dos que tinham sido temporariamente mandados para casa. Este dado é relevante porque significa que existe uma forte probabilidade da economia ter conseguido aguentar a fase de paragem sem danos substanciais para a sua saúde de médio-longo prazo, podendo assim ocorrer uma recuperação rápida ou em V, o que por sua vez justificaria o desempenho de Wall Street no último mês e meio, validando a máxima de que os mercados antecipam o desempenho económico das empresas em cerca de 6 a 12 meses.

E os Touros não deixaram os seus créditos por mãos alheias, os índices norte-americanos foram varridos por uma onda de pressão compradora que atirou os ganhos para os 3,15% no dow Jones e 3,79% no Russell 2000, enquanto que o S&P500 e o Nasdaq amealharam 2,62% e 2,09%, respectivamente, estando agora o índice tecnológico atingido mesmo um novo máximo histórico durante o dia, terminando a escassos três pontos de tal feito no fecho da sessão. Esta semana saberemos se o FED concorda com o optimismo de Wall Street, com os investidores atentos às declarações que se seguirão à reunião de dois dias que terminará na quarta-feira, nomeadamente qual a mentalidade so principal banco central do mundo no que respeita à necessidade de mais estímulos, fiscais ou monetários.

O gráfico de hoje é do Russell 2000, o time-frame é Semanal

O índice das small caps recuperou terreno a semana passada face aos seus parceiros de Wall Street, contudo ainda está mais fraco e longe de novos máximos históricos, havendo a zona do GAP (linha laranja), como um local de resistência potencial

Marco Silva

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