Date: 07 Ago 2017

Depois de um mês de Julho em que se adensou a incerteza sobre a saúde da maior economia do mundo, devido a diversos dados económicos pouco entusiasmantes, na sexta-feira os non-farm payrolls vieram demonstrar de novo que para já a componente do emprego continua a ser uma das maior forças da economia norte-americana, reforçando a ideia de que a criação de empregos não aparenta abrandar, batendo os 183,000 esperados por uns saudáveis 26,000 empregos a mais, o que empurrou a taxa de desemprego para os 4,3%, a mais baixa de 16 anos. Contudo a componente de subida de rendimentos por hora continua a não dar sinais de robustez, permanecendo inalterada nos 2,5% anuais.

Sem grande surpresa os maiores beneficiados foram o U.S dólar que se afastou de mínimos de 15 meses ao valorizar 0,5% contra um cabaz de outras moedas, apesar das probabilidades para uma nova subida dos juros em Dezembro apenas ter aumentado 4% para os 50%. Contra o Euro e contra a libra inglesa a valorização da moeda norte-americana foi mais expressiva e avançou 0,8% para os $1.1773 e $1.3039 respectivamente. O sector financeiro foi o outro principal destinatário dos Bulls dos non-farm payrolls, valendo ao grupo a melhor perfomance do S&P500 com um ganho de 0,72%. Com a earnings season praticamente completa, o cenário é francamente positivo, estando agora as previsões nos 12% de crescimento dos lucros no segundo trimestre, ao mesmo tempo que para o terceiro trimestre o valor subiu para os 9,3%. Dados que poderão vir a suportar a continuação do Bull Market e a expansão do rebound no U.S dólar.

 

O gráfico de hoje é do USD/JPY, o time-frame é de 6 horas

Este par de moedas encontra-se dentro de um padrão de duplo fundo (linhas azuis) que tem como objectivo primário possível o ponto A

Marco Silva