Date: 03 Set 2019

Na primeira sessão de Wall Street depois da entrada em vigor das novas tarifas alfandegárias entre os EUA e a China, o sentimento dominante é de pessimismo, não apenas por causa desse facto mas também devido aos dados económicos que saíram nos últimos dias, que indiciam uma actividade económica a nível global que inspira cautela. Hoje foi a vez do ISM U.S. manufacturing PMI ter revelado uma contracção no sector da manufactura nos EUA, com um valor de 49.1%, o que ocorre pela primeira vez desde 2016 e depois de quase três anos onde a média foi uma expansão com um valor de 56.5%.

A incerteza sobre o desfecho relativo ao Brexit, com a possibilidade de Boris Johnson convocar eleições gerais antecipadas para meados de Outubro, também é um dado que está a pesar no sentimento geral, levando mesmo a Libra inglesa a cair para mínimos de 34 anos face ao U.S dólar. No tópico da guerra comercial o cenário também não é o melho, visto que durante o fim de semana a retórica utilizada por ambas as partes denotou um afastamento entre ambos, nem sequer tendo chegado para já a um consenso quanto à data para uma nova ronda de negociações. Trump reforçou a hostilidade hoje ao ameaçar que caso seja eleito e não houver acordo até lá, será ainda mais agressivo neste tema.

Todos os principais índices negoceiam no vermelho enquanto que nos sectores do S&P500 é de notar um registo positivo dos activos refúgio, como as utilities, imobiliárias e retalhistas de produtos essenciais que estão para já com ganhos ligeiros a moderados.

O gráfico de hoje é do GBP/USD, o time-frame é de 5 minutos

Depois de ter encontrado resistência na linha inferior do canal, o activo conseguiu quebrar a mesma tendo “batido” na resistência da linha superior do mesmo, ficando agora a linha mais acima, paralela e equidistante à dimensão do canal, como zona de resistência imediata

Marco Silva