Date: 16 Out 2017

Sexta-feira Wall Street continuou na senda de estabelecer novos máximos históricos, os resultados acima das previsões do Bank of America foram um dos pontos de suporte, com a expectativa numa boa earnings season a ser reforçada, ao mesmo tempo que os dados económicos deram o toque especial ao optimismo que dominou. As vendas a retalho nos EUA subiram ao ritmo mais elevado de dois anos e meio, o que já era em parte de esperar devido ao efeito de restabelecimento da “ordem” natural após a devastação provocada pelos furações Harvey e Irma que assolaram o país. Contudo e apesar dos preços no consumidor terem avançado ao passo mais acelerado de oito meses, o certo é que tal se deveu à subida dos preços da gasolina, porque no número core, a inflação veio de novo baralhar as contas aos investidores e do FED, saindo nos 0,5%, abaixo dos 0,6% previstos, corroborando a ideia que se tem formado, acerca da inflação não acompanhar o ritmo do crescimento da economia, devido a problemas estruturais e não momentâneos, algo que afectou ligeiramente as perspectivas para uma subida dos juros em Dezembro.

A noção de que a regularização da politica monetária por parte do FED, através da subida dos juros, poderá não ser ao ritmo que estava previsto, condicionou o U.S dólar, que chegou a desvalorizar -0,3%, terminando no entanto quase inalterado e nos $1.1825 versus o Euro. A moeda única também teve um dia agitado, com noticias sobre o futuro do programa de estímulos do BCE, que deverão passar por uma redução das compras para os 30 mil milhões de euros por mês e por uma extensão do programa até Setembro de 2018, o que levou o Euro a apreciar-se até aos $1,1874, mas o movimento foi de curta duração e esses ganhos foram anulados. Para esta semana, o foco vai estar nos resultados empresariais nos EUA, com uma boa parte das empresas do S&P500 a reportarem durante os próximos dias.

 

O gráfico de hoje é do EUR/USD, o time-frame é de 30 minutos

Depois do Zigzag de sexta-feira, o principal par de moedas encontra-se na linha inferior do canal ligeiramente descendente (linhas verdes) e logo pronto para um movimento mais acentuado, seja para cima, se o suporte aguentar, ou para baixo, caso ocorra a quebra do mesmo.

Marco Silva