Date: 03 Out 2017

A partida para o último trimestre do ano foi sem dúvida auspiciosa para os Bulls devido principalmente a um conjunto de factores que formaram quase uma tempestade positiva perfeita, nomeadamente a subida inesperada da actividade manufactureira na China, para máximos de 5 anos, o índice de confiança dos principais fabricantes no Japão avançou para máximos de uma década, enquanto que nos EUA, a actividade industrial cresceu ao ritmo mais elevado dos últimos 13 anos. Para além destes factores fundamentais, a continuação das perspectivas em redor de uma aprovação da reforma fiscal deu o mote adicional para que Wall Street tenha entrado em grande no corrente mês, com todos os principais indices a registarem máximos históricos, isto em vésperas da earnings season. Materiais, saúde e financeiras foram os sectores que dominaram os ganhos, o primeiro devido aos dados económicos, o segundo por causa do falhanço da lei de substituição à Obamacare, enquanto que a banca continua a beneficiar da maior probabilidade de uma subida dos juros em Dezembro.

Possibilidade essa que aliada aos bons números da economia e à esperança de menos impostos para as empresas, ajudou o U.S dólar a ter um bom desempenho, especialmente contra o Euro, par onde valorizou 0,6% para os $1.1739, mas também contra a Libra inglesa, onde a moeda norte-americana avançou 0,9% para os $1.3282. No plano técnico o EUR/USD continua a trabalhar dentro do padrão de Head&Shoulder que referi em análise anterior, pelo que a pressão vendedora poderá continuar elevada nos próximos tempos. Destaque para a desvalorização dos preços do crude, com o WTI a ceder -2,1%, terminando nos $50.59 por barril devido a uma maior produção tanto dos EUA. Correcção de preço que acontece após o melhor terceiro trimestre de mais de uma década.

O gráfico de hoje é do Ouro, o time-frame é Diário

É habitual aquando da quebra dos canais, o activo inverter o movimento de quebra a curto prazo, assim foi com o Ouro no ponto A e no ponto B

Marco Silva