Análises de Mercado

DIA F, de FED

Depois da inesperada alteração da política relativa à inflação anunciada por Jerome Powell em Jackson Hole, os investidores têm tentado perceber o que irá significar a nova flexibilidade no nível deste dado económico, sendo que a primeira reacção foi a percepção de que o banco central norte-americano iria manter ou mesmo aumentar a sua importância e presença na economia dos EUA, tendo portanto um efeito indirecto nos mercados financeiros. Nomeadamente que os juros vão continuar muito baixos por um periodo ainda mais prolongado de tempo, para além do anteriormente previsto, mas também que a liquidez continuará a ser ampla, com a probabilidade de existirem novos programas de estímulos, programas esses que são a grande incógnita nesta fase, ou seja que poderá aparecer para além do que já existe.

Enquanto não há essa informação os índices norte-americanos seguem esta semana por entre os ruídos dos eventos empresariais, primeiro a Merger Monday, alguns resultados divulgados, como os da FedEx, ou a movimentação nos preços do Crude, o que tudo somado já resultou em duas sessões de ganhos com uma terceira em perspectiva, no entanto há que realçar a fraqueza que se instalou ontem à entrada da última hora em Wall Street, muito por causa do recuo nos ganhos que se verificavam na Apple, que empurrou mesmo o Dow Jones até território negativo, valendo depois a puxada dos vinte minutos finais que compôs o resultado final.

Por agora os futuros apontam para uma abertura em alta ligeira, contudo existe algum nervosismo, uma instabilidade que se poderá manter até às 14h de Nova Iorque, quando serão conhecidos os resultados da reunião do FED. O facto do U.S dólar estar a perder cerca de -0.3% está a ajudar o optimismo nas acções, dando igualmente espaço ao Euro e à Libra inglesa para que amealhem 0,3% e 0.4% respectivamente. Nas matérias-primas o WTI crude continua a recuperar das quedas da semana passada e sobe 2,2% para os $39.11 por barril.

O gráfico de hoje é da Apple, o time-frame é de 1 hora

A fabricante dos iPhones falhou ontem na quebra da linha superior do canal descendente, o que não significa que hoje não volte a testar ganhar este nível.

Marco Silva

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