Análises de Mercado

Dezembro abre em modo Santa rally

Depois de um mês de Novembro fenomenal em Wall Street os touros aparentemente não querem perder a embalagem e começaram cedo em Dezembro, talvez na intenção de consolidar mais uma vez o tradicional Santa rally, mesmo num ano que tem sido a todos os níveis inédito. Quem diria que depois das exorbitantes valorizações a seguir aos mínimos de Março o penúltimo mês do ano tenha sido tão fértil em ganhos, principalmente para as empresas da economia tradicional, como as industriais, estando esse facto bem espelhado no registo do Dow Jones que ao valorizar quase 12% obteve o melhor Novembro desde 1928 e o melhor mês desde 1987, portanto memorável sem dúvida. Mas outros índices menos conhecidos, mas também muito importantes, ajudam a colorir esse quadro risinho para Wall Street, o Dow Jones Transports por exemplo, que é seguido de perto pelos que se dedicam a aferir o estado da economia e das trocas comerciais dentro dos EUA, amealhou o melhor mês dos últimos nove anos, enquanto que os semicondutores, atingiram uma subida só ultrapassada em Março de 2003.

O motivo para esta avalanche de pressão compradora é bem conhecido e residiu no aparecimento das vacinas para combater a pandemia de COVID-19, que pelo facto de não ter sido só uma, mas três, criou um sentimento de segurança quanto à capacidade de se resolver a necessidade de mais confinamentos agressivos em 2021, ficando agora por se saber qual será a velocidade de imunização nos diversos países, mas sempre com a premissa de que já será possível travar a progressão da pandemia de forma eficaz, uma vez que as três candidatas a vacinas têm taxas elevadas de sucesso, considerando os resultados dos estudos clínicos. Hoje com a notícia de que a Pfizer/BioNTech tinham solicitado ao regulador Europeu do medicamento a aprovação de emergência da sua vacina, o optimismo estendeu-se igualmente às praças europeias, nomeadamente aos sectores cíclicos.

No mercado cambial o dia está a ser marcado pela valorização do Euro, face a um cabaz das principais moedas, não apenas por causa da fraqueza do USD, após os comentários de Jerome Powell e Lael Brainard, Presidente e membro do FED respectivamente, sobre o estado debilitado da economia e a necessidade de mais estímulos fiscais, mas a moeda única está a ser beneficiada exactamente pelas perspectivas de um regresso à normalidade económica que a vacina possibilitará.

O gráfico de hoje é do S&P500, o time-frame é de 4 horas

O principal par de moedas continua dentro do canal ascendente e o facto de ter quebrado em baixa duas vezes, indicia, caso se mantenha a estatística usual, que poderá ter espaço para mais subidas, inclusive ir testar a linha superior do canal.

Marco Silva

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