Análises de Mercado

Depressa cai, depressa sobe, o novo normal em Wall Street?

Um dos padrões mais fiáveis e típicos do mercado é o facto das quedas serem mais rápidas que as subidas subsequentes, isto deriva da própria condição humana, dado que o medo, associado às desvalorizações é sempre mais imediato e impactante do que a ganância, associado às subidas, algo que a disponibilização da possibilidade de “shortar”, com os ganhos a virem das quedas, actualmente acessível por todos não veio eliminar. O resultado desta correlação de sentimentos é uma correlação bastante estável nos próprios ciclos dos activos, ou seja quanto mais rápido é uma queda, geralmente mais célere é a recuperação, uma teoria que foi ontem de novo validada, visto que após a correcção de Março, que foi a mais rápida da história do S&P500 a atingir os 30%, o principal índice accionista registou a subida mais rápida até novos máximos históricos, com uma impressionante valorização em forma de V que superou os 50% em cerca de 5 meses, não obstante todas as incógnitas de risco em cima da mesa.

Um dado importante a reter nesta caminhada impressionante dos Touros, é o facto de que apesar do impulso da pressão compradora recente ter sido sem dúvida provocado pela procura das grandes tecnológicas e das empresas de retalho de produtos não essenciais, os dados micro dos índices apresentam um cenário onde as subidas têm sido transversais a quase todos os sectores, tendo em conta que já em Julho o número de títulos em novos máximos históricos tinha ultrapassado o que tinha sido registado em Fevereiro, indicando portanto que existe aquilo que designa por “fôlego” nas valorizações, não estando a trajectória ascendente suportada unicamente pelas novas blue chips, todo o mercado está a participar, e isso é relevante na hora que antecipar como serão os próximos dias e semanas, não obstante as avaliações demasiado excessivas quando comparando com todas as médias.

Hoje e com Wall Street a puxar para novos máximos históricos, o ruído do dia concentra-se na possibilidade de um acordo entre Democratas e Republicanos quanto a um novo pacote de ajuda, após a represente dos primeiros, Nancy Pelosi, ter aberto essa porta ao indicar que podem reduzir o montante que exigiam e resolver o problema até às eleições presidenciais, altura em que farão novas reenvindicações.

O gráfico de hoje é da TESLA, o time-frame é Diário

Os títulos da empresa de Elon Musk poderão encontrar resistência perto dos $2,000, local onde existe a linha superior do canal ascendente

Marco Silva

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