Date: 24 Jun 2019

A semana passada ficou marcada pelo regresso a novos máximos históricos em Wall Street, após um mês de Maio, que à semelhança de Outubro impôs uma correcção aos índices norte-americanos, mas que tal como em 2018 não passou de uma pausa para novos voos. Curiosamente o catalisador para a recuperação recente foi a mesma que impulsionou o mercado a seguir ao Natal, o FED, que de hawkish feroz passou para uma dócil mentalidade dovish, invertendo em absoluto o ritmo que tinha programado à cerca de nove meses apenas.

Com alguns dias no mês e no primeiro semestre, não obstante as incertezas, os dados são inequívocos, o ETF do S&P500, o SPY, desde o início do ano acumula um ganho de 17.6%, enquanto que na Europa o EZU valoriza mais de 12%, nos mercados emergentes o EEM sobe 9.5% e até o FXI, relativo ao mercado chinês adiciona 8.75% face ao valor de final do ano passado. Em relação aos sectores a liderança é da tecnologia com os 26.35% do XLK ou o ganho de 22.15% registado no SOXX, o grupo dos semicondutores que foi bastante afectado com o agudizar do conflito comercial entre os EUA e a China, que resultou na restrição de relações económicas de muitos pesos pesados do sector com a Huawei, a terceira maior compradora deste tipo de produtos a nível mundial.

Na sexta-feira destaque no mercado cambial para a quarta sessão consecutiva de quedas no valor do U.S dólar contra um cabaz de outras moedas principais, permitindo ao Euro uma valorização interessante de 0.7% para os $1.1372. Para esta semana é esperado mais ruído acerca da guerra comercial e uma eventual possibilidade de acordo no encontro do G20, que terá os representantes máximos das duas principais economias como cabeças de cartaz.

O gráfico de hoje é do USD/JPY, o time-frame é de Mensal

Este importante par de moedas encontra-se dentro de um canal de longo prazo mas de volatilidade reduzida, e que deverá condicionar o movimento do activo nos próximos tempos

Marco Silva