Análises de Mercado

Depois da euforia Wall Street regressa à normalidade

Mais do que os dias frenéticos da incerteza sobre quem seria o próximo inquilino da Casa Branca, foi o anúncio da Pfizer sobre um ensaio clínico que deu o impulso que faltava ao mercado para que registasse novos máximos históricos, particularmente no Dow Jones, que desde os mínimos de Março ainda não tinha valorizado o suficiente para suplantar os valores pré-COVID19, enquanto que o S&P500 conquistou um pouco mais de terreno desconhecido e o Nasdaq, o campeão do confinamento, ficou condicionado pelas perspectivas das grandes tecnológicas poderem vir a não ter o desequilíbrio de procura que tiveram nos últimos meses, por causa da aceleração da disrupção tecnológica que as medidas de quarentena, um pouco por todo o mundo, impuseram às empresas, nomeadamente na adopção de novas formas de comunicação, organização interna e de vendas.

Mas se a primeira metade da semana foi de entusiasmo e volatilidade, com o passar dos dias o catalisador “Pfizer” foi-se esgotando e na quinta-feira Wall Street já navegou na normalidade das últimas semanas, com perdas ligeira em quase toda a linha onde três sectores distintos estiveram relativamente menos fracos. Com efeito as empresas ligadas ao consumo de produtos essenciais, as da saúde e de serviços de comunicação registaram quedas na ordem dos -0,5%, ou seja metade da perda média dos índices, o que não revela uma forte apetência por activos refúgio mas antes um reposicionamento específico das carteiras dos investidores.

Para hoje, final de semana, os “ingredientes” são os mesmos de quinta-feira, sem grandes novidades de qualquer tema relevante o sentimento está por agora menos carregado e os índices estão na rota de anular parte das perdas de ontem, contudo não deverá ser uma sessão com muita animação, a menos que algo de disruptivo aconteça, realçando no entanto que por estes dias os investidores poderão ter alguma apetência em retirar parte do risco de cima da mesa à medida que a sessão termina, dado a possibilidade de um evento político adverso surgir no fim de semana, concretamente vindo de Trump.

O gráfico de hoje é do EUR/USD, o time-frame é diário

O principal par de moedas está numa fase de lateralização sem grandes indícios de a vir a quebrar, sendo no entanto importante aferir como vai reagir a um provável novo teste da linha superior do canal (azul).

Marco Silva

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