Date: 20 Set 2017

A sessão de ontem não teve grande “história”, seguiu no caminho das duas anteriores, embora que com movimentos mais modestos e claramente na expectativa do que irá acontecer hoje no segundo dia de reunião do FED, isto porque ontem o presidente Trump esteve igual a si próprio e nada se alterou quanto à situação de instabilidade que está presente na zona das Coreias. Por enquanto o discurso continua a ser de tentativa de resolução do conflito de forma pacifica, contudo o presidente norte-americano reiterou de novo a intenção de fortes represálias militares caso ocorra uma ameaça real aos Estados Unidos ou a algum dos seus aliados. Apesar deste nível de crispação o mercado permanece por enquanto quase imune a este risco, estando os investidores mais preocupados com o futuro do programa de estímulos e a eventualidade de uma nova subida dos juros na reunião de Dezembro do FED.

O resultado desta “espera” por catalisadores fez com que Wall Street tenha andado nos últimos 5 dias de trade num canal muito curto, a volatilidade caiu bastante e o VIX aproximou-se dos 10, contudo é de referir que apesar da falta de um claro sentido o sentimento predominante é de optimismo, com todos os principais indices norte-americanos a registarem novos máximos históricos de fecho. No Forex a sessão foi mais mexida, com o Euro a continuar a ganhar terreno face ao U.S dólar, ontem mais 0,4% para os $1.1997, enquanto que a Libra inglesa oscilou ao ritmo das noticias sobre a possível saída de Boris Johnson do governo de Theresa May, caso esta se oponha às suas pretensões, isto numa altura em que a primeira ministra está prestes a apresentar a sua estratégica revista para o Brexit, indicações que deverão ser anunciadas na sexta-feira. Nas commodites destaque para o Crude, que recuou ontem para os $49.48 por barril, com os investidores a aguardarem pelos dados do stock do activo nos EUA, que se espera venha a subir substancialmente.

 

O gráfico de hoje é do LightCrude, o time-frame é Semanal

Destaque para o gráfico do crude que poderá apresentar nos próximos dias uma quebra da importante linha de tendência (azul), caso por exemplo o stock do activo nos EUA saia bem abaixo do previsto.

Marco Silva