Date: 15 Mai 2020

À partida para a última sessão desta semana o sentimento não era já de si muito agradável para os Touros, com o ressurgimento do conflito comercial entre EUA e a China a complicar ainda mais o panorama económico mundial. Para agravar o cenário os dados que saíram relativos à economia norte-americana foram desoladores, piores do que se esperava, nomeadamente as vendas a retalho que caíram -16.4% em Abril contra os -12% antecipados, com a particularidade de que excluindo a componente automóvel a queda foi ainda maior, -17,4% quando os analistas ouvidos pela Reuters previam um deslize de -8.6%, ou seja foi o dobro do esperado e indiciou que as vendas de automóveis não foram o principal foco de contracção.

Estes dados são importantes porque consubstanciam os receios de uma redução brutal do consumo privado no segundo trimestre, uma componente que vale dois terços do PIB e que recuou -7.6% nos primeiros três meses do ano, ainda assim menos gravoso do que a contracção de 20% a 40% projectada para o trimestre actual. Mas se a situação é complicada no actual contexto, boa parte dos ganhos em Wall Street em Abril foram devido à perspectiva de uma retoma algo célere no segundo semestre do ano, um facto que as restrições anunciadas pelo Departamento de Comércio dos EUA vieram colocar em causa, desde logo porque aumenta o clima de confronto entre as duas maiores economias do mundo e reacende o espectro da guerra comercial, mas afecta também as receitas de curto-prazo das tecnológicas visto que passa a existir uma obrigatoriedade de licenças para que seja vendidos produtos à gigante chinesa Huawei.

Estas nuvens cinzentas colocam para já os Touros fora de combate, existindo uma procura visível por activos seguros, seja no mercado cambial, onde o Yen amealha 0,2% para os 107.01, mas também nas matérias-primas, com o Ouro segue a valorizar 0,5% para os $1,749 por onça. Já no segmento accionista o refúgio só é procurado nas retalhistas de produtos essenciais, que registam um ganho de 0.34%.

O gráfico de hoje é do S&P500, o time-frame é de 1 hora

Um padrão de canal muito bem definido em que o local de resistência às subidas foi a parte superior do mesmo (seta para baixo)

Marco Silva

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